São João do Piauí, 18 de dezembro de 2018
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Opinião
16/10/2017 10h05
Faltou jogo de cintura para aprovação do CTM na Câmara

O parlamento não deixa de ser uma caixa de ressonância dos anseios do povo. Por esse motivo, é que a aprovação das leis enviadas pelos chefes do executivo nos três níveis de governo: federal, estadual e municipal, deve ser antecedida de discussões exaustivas.

Desde que foi enviada à Câmara em regime de urgência, o “novo” Código Tributário do Municipal selou o divisor de águas que hoje existe na Câmara. De um lado a situação, que empresta apoio incondicional ao prefeito e referenda todos os projetos de leis de autoria do executivo; já do outro, a oposição, que esboça um viés não só ideológico, mas também pela falta de diálogo entre executivo e legislativo.

A falta de sintonia do Gil com o parlamento aumenta o fosse do que deveria ser não uma extensão de um Poder ao outro, mas como forma de tom conciliador entre os mesmos. Nesse sentido, há que destacar também o tom de bravata de quem deveria zelar pela boa relação entre os seus pares.

Gil Carlos deixa escapar aliados de 2016 por conta de desenvoltura e de falta de articulação política. A prova dessa ausência de articulação com o parlamento local se evidenciou com mais acuidade, em janeiro, quando da eleição Mesa da Casa. Na ocasião, o atual líder do prefeito na Câmara pleiteou uma vaga, mas os números traíram a pretensão impondo-lhe lima derrota.

O Código Tributário, que serve como base regras para cobrança de todas as taxas e impostos municipais, até que podia ter sido votado e implementado, mas o diálogo “zero” trouxe à baila a sensação de aprovação, de modo que uma vez posto em pauta, houve o pedido imediato de retirada.

A gestão do petista Gil Carlos nasceu de um forte anseio popular, mas nunca deu a essa mesma população o poder de discutir politicas públicas e muito menos um projeto ousado como do CTM. Mas por quê? Simples. O ímpeto de arrecadação da atual gestão salta aos olhos de quem decide aderir ao senso de justiça social.

Uma saída nem tão difícil,  teria sido a adotado pelo executivo, se tivesse enviado o projeto de Lei do Código de forma fatiada por temas específicos: IPTU, ISS e outras taxas. No entanto, isso não aconteceu.

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