São João do Piauí, 15 de agosto de 2018
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Política
Heráclito alerta para crise energética no Piauí; entenda o caso
24/03/2015 23h13
O deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) usou a tribuna da Câmara para alertar para a crise energética no Piauí, e comentou a declaração do ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, sobre a possibilidade de privatização da administradora no Estado. Para Heráclito, este assunto é recorrente no Piauí e já vem de longo tempo, “numa época em que o PT não gostava de falar em privatização, porque as privatizações bem sucedidas tinham acontecido no governo Fernando Henrique. Mas hoje, diante da realidade, o PT não só convive como passou a gostar da privatização”,disse, ressaltando que o governo precisa também dá uma solução para a antiga CEPISA.  “Acho que se a solução for a privatização, que ela aconteça, mas se dando atenção e protegendo os quadros funcionais daquela grande companhia”, concluiu.Outro fato apontado pelo parlamentar foi o apagão que atingiu por quase 20 horas, 15 municípios piauienses. “Hoje aconteceu nesses municípios, mas amanhã pode acontecer também em outros e tomar proporções inimagináveis. Ninguém pode avaliar as consequências de um fato dessa natureza e o Piauí vive padecendo por conta da escassez de energia elétrica”, disse, fazendo um apelo ao ministro das Minas e Energia que socorre o Piauí.

Heráclito disse que o estado está parado, sem fazer investimentos, sem atrair indústrias devido à crise energética que se instalou e lembrou que há dois anos a Suzano ensaiou a instalação de uma base no Piauí, mas se mudou para o Maranhão, que oferecia melhores condições. “A Suzano fez uma coisa interessante:  plantou eucalipto numa vasta extensão de terra às margens do rio Parnaíba, mas implantou a indústria no Maranhão, onde havia energia.”

Heráclito Fortes defende a criação de uma lei determinando que o Estado produtor de energia seja também o seu consumidor preferencial. Isto porque os Estados produtores estão sendo prejudicados por vender toda a sua energia. Pela proposta, explica o deputado, o Estado produtor de energia teria prioridade na compra de até 30% da energia elétrica produzida em seu território. “Nos próximos 5 anos, com a conclusão do parque eólico, o Piauí poderá produzir uma quantidade de energia superior a 12 barragens de Boa Esperança. Temos que nos precaver e não deixar que essa energia toda seja vendida para outros estados e o Piauí fique no escuro”, concluiu.

FONTE: GP1
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