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Esporte
Santos e São Paulo: um Sansão descabelado e sutil nas seminfinais
18/04/2015 22h38
O título nascido aqui na Gazeta Esportiva, quando ainda impressa em papel, lá pelos anos 60, sugere antes de tudo muita força bruta e pouca sutileza como o perfil do herói bíblico: Sansão. Não é o caso. É apenas a graciosa junção das duas sílabas iniciais de Santos e São Paulo, que mais uma vez se defrontam na Vila, pelas semifinais do Paulistinha.

Força bruta nunca foi atributo essencial desses dois. Ao contrário.

É verdade que o São Paulo, em momentos recentes, tenha apelado mais do que o habitual por ela. Mas, hoje? Nem pensar. Apesar de seus três volantes de marcação e sua bequeira afoita, todas as suas possibilidades se resumem nas sutilezas de Ganso, Pato e Michel Bastos, que ora caem na apatia. ora despertam em tramas interessantes e eficientes.

Já no Santos, então, toda força vem da sutileza de um futebol técnico, veloz e incisivo, desde sempre. Nunca alterou esses traços característicos de sua personalidade futebolística. E assim continua sendo.

Mas, como todo time, por mais solidário que seja, depende sempre desta ou daquela individualidade para atingir seu ponto máximo. E, no caso atual, isso se traduz em dois nomes, basicamente – Robinho, que é dúvida para o jogo, e Lucas Lima, que já anda merecendo um olhar mais atento de Dunga nesse deserto de meias hábeis em que transformaram nosso futebol.

A Vila conta muito a favor do Santos nesse clássico. Mas, mais do que isso, o fato de o Peixe estar mais bem definido, em todos os aspectos(tático, técnico e psicológico, como diria o saudoso Duque) do que um São Paulo, desarrumado, no sentido literal do termo – sem rumo.

Ao tentar substituir aquele futebol chamado de pragmático, com muitos chutões, marcação implacável e assentado na esperança das bolas paradas, por um jogo jogado, de passes e envolvimento, o Tricolor ficou no meio do caminho. sem GPS, senso de direção ou sentido de equipe.

Desnorteado (sem norte), aparenta ter perdido pelo caminho a própria alma. É o que a maioria acha: um time sem alma, pois assim fica mais fácil explicar o inexplicado.

FONTE: Gazeta Esportiva
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