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Bolsa Família fica sem reajuste pela primeira vez em cinco anos
22/10/2015 08h51

Pela primeira vez em cinco anos, o repasse do governo federal para o programa Bolsa Família, criado em 2004 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não terá reajustes. Se continuar no ritmo em que está, em dezembro, o acumulado do ano de 2015 não ultrapassará os R$ 27 bilhões destinados ao programa em 2014.

 

Levantamento feito pelo Hoje em Dia revela que, neste ano, R$ 2,3 bilhões foram repassados por mês, em média, para os quase 14 milhões de famílias que possuem os requisitos para receber o Bolsa Família. Até o último mês de setembro, R$ 20,8 bilhões haviam sido pagos (veja infográfico). Com os últimos três repasses mensais, o ano deverá fechar com R$ 26,9 bilhões destinados aos beneficiários. Desde 2010, o reajuste anual tem ficado entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.

 

E os R$ 28,8 bilhões previstos para 2016 não devem se concretizar. Até esta sexta, a presidente Dilma Rousseff deverá apresentar novo corte no Orçamento do ano que vem.

 

“Mentira”

 

O relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), anunciou esta semana que pretende cortar R$ 10 bilhões do Bolsa Família na proposta orçamentária do próximo ano para ajudar a fazer frente ao déficit de R$ 50 bilhões nas contas públicas.

 

Nessa quarta, chamou de “mentira” o discurso de que a eventual redução do programa vá levar milhões de pessoas à miséria. “Não há nenhum risco de, cortando R$ 10 bilhões do Bolsa Família, se cometer alguma injustiça”.

 

A afirmação foi uma resposta à ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, que afirmou anteriormente que qualquer corte no programa teria impacto no aumento da extrema pobreza.

 

Nessa quarta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também criticou o corte no Bolsa Família. “Não se pode cobrar a conta de quem não pode pagá-la”, disse o peemedebista.

 

O corte que o deputado vai propor no Bolsa Família, uma das maiores vitrines eleitorais do PT, corresponde a 35% do total previsto para o programa em 2016. Ricardo Barros disse que o corte no principal programa de transferência de renda do governo, do qual é um dos vice-líderes na Câmara, será possível por três principais fatores: há fraudes; 72% dos beneficiários trabalham e poderiam eventualmente abrir mão da renda extra; e pela não inclusão de novas famílias no programa.

 

“As pessoas ficam enganando o governo e perdendo outros direitos que valem muito mais do que o Bolsa Família”, argumentou ele, que diz ter tomado a decisão do corte com base em dados dos gestores do programa. “Sou um cara pragmático, sou engenheiro”.

 

FONTE: Com informações|HojeemDia
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