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Justiça
Ministério Público investiga suspeita de favorecimento da OAS ao ex-presidente Lula
27/12/2015 19h12

A Promotoria de São Paulo abriu investigação para apurar se a empreiteira OAS tentou beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pagar R$ 700 mil pela reforma de um apartamento triplex no Guarujá, litoral de São Paulo. O imóvel estava reservado para a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, que desistiu da compra depois que a imprensa noticiou a negociação.

 

O condomínio localizado na praia de Astúrias era um dos empreendimentos financiados pela Cooperativa dos Bancários de São Paulo (Bancoop) que foram transferidos para a OAS antes que a cooperativa paralisasse todas as demais obras por insolvência. O fato de o imóvel ser um dos poucos a ser concluído pela empreiteira foi motivo de questionamentos judicial de cooperados que foram lesados pela Bancoop.

 

De acordo com informações do jornal “Folha de São Paulo”, os procuradores descobriram que apenas familiares do ex-presidente estiveram no apartamento durante as fases de construção e reforma, e que foram tomadas medidas para ocultar a presença do ex-presidente no prédio.

 

Engenheiros da obra e funcionários do condomínio confirmaram a presença de Lula e de executivos da OAS no local. Entre os representantes da empreiteira estava o então presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, que chegou a ser preso pela Operação Lava Jato, acusado de participar do esquema de desvios na Petrobras.

 

O Ministério Público investiga a transferência de prédios da cooperativa habitacional Bancoop para a OAS e a suspeita de que apartamentos na praia de Astúrias foram usados para lavar dinheiro ou beneficiar pessoas de maneira ilícita.

 

A assessoria do ex-presidente Lula confirma que a ex-primeira dama Marisa Letícia visitou o apartamento algumas vezes, mas que a compra não se concretizou.

 

A empreiteira OAS disse que visitas a unidades prontas são comuns, mas que não representam compromisso de compra. Sobre o inquérito aberto pelo Ministério Público, a empresa não se manifestou por não ter acesso à investigação.

 

FONTE: PortalVox
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