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Educação
Professores mantêm greve até audiência de conciliação
04/03/2016 09h16

Os servidores da educação básica do Piauí decidiram que vão permanecer em greve até o dia 14 de março, data marcada para realização de audiência de conciliação intermediada pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) junto ao Governo do Estado. A continuidade da greve acontece mesmo depois que o desembargador Francisco Antonio Paes Landim, do Tribunal de Justiça do Estado, decretou a ilegalidade parcial do movimento e determinou o retorno de 70% dos professores às salas de aula no prazo de 48 horas, sob pena de multa de R$ 100 mil dia. 

 

Professores em manifesto no prédio da Seduc-PI

Professores em manifesto nas ruas de Teresina, capital do Piauí

A paralisação já dura 18 dias. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Piauí, Odeni de Jesus da Silva, afirmou que até ontem o Sinte-PI não tinha sido notificado da decisão do TJ-PI. Como os oficiais de Justiça estão em greve, provavelmente o sindicato não receberá tão cedo a notificação. Ela disse que a categoria recorrerá da decisão, e frisou que a greve não é ilegal, pois a decisão do desembarga-dor foi apenas parcial.

 "Nós não estamos na ilegalidade e o próprio TJ não decretou a ilegalidade completa da greve, só parcial. O que o desembargador determinou foi que os professores voltassem ao trabalho e que o Sindicato pague multa, caso a categoria não retorne às escolas, mas até agora nós não fomos notificados. E quando formos vamos analisar, conversar com nossa assessoria jurídica e, se preciso, vamos recorrer", disse Odeni ao Diário do Povo. Como forma de demonstrar que a categoria continua em greve, os servidores da educação realizaram uma manifestação na manhã de ontem no pátio da Secretaria Estadual da Educação (veja matéria na página 9).

 

A presidente do Sinte-PI afirmou que o sindicato fará visitas às escolas estaduais como forma de fortalecer o movimento e informar à categoria sobre a reunião de conciliação marcada para o dia 14 de março. O Sinte reivindica o reajuste de 11,36% do piso nacional do magistério. O sindicato não aceitou a última proposta de parcelamento do reajuste apresentada pelo Governo do Estado, que propôs pagar 5% do reajuste na próxima semana (com valores retroativos a janeiro), e os outros 6,36% em outubro. 

 

 Diante da manutenção da greve e da decretação de ilegalidade da paralisação pelo TJ-PI, a Secretaria da Educação decidiu suspender o reajuste de forma parcelada e resolveu aguardar a realização da conciliação. A audiência está marcada paras às 10h30, no plenário do Tribunal de Justiça do Piauí e contará com a presença do Sinte, Governo do Estado e do chefe do Ministério Público Estadual do Piauí (MPE-PI) e do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí (OAB-PI).

 

 

 

FONTE: DiariodoPovo
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