São João do Piauí, 17 de novembro de 2018
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Casos de doença de chagas estão acima da média nacional, em São João do Piauí
27/03/2016 23h35

Desde 2006 o Médico Sem Fronteira desenvolve pesquisa em São Joao do Piauí. À época, descobriu-se que a cidade havia atingido o percentual de 4,6 % de prevalência da doença de chagas, chegando a ser o terceiro município do Piauí com a maior incidência da doença.

 

Em 2013 e no ano seguinte,2014, foi iniciado um trabalho em São João do Piauí, através de coleta aleatória, em domicílios da zona rural, de amostra de sangue depois submetido ao exame xenodiagnóstico. As coletas foram levadas ao laboratório da  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a fim de se verificarem os testes feitos tanto para  leishmaniose como para doença de chagas.

 

                                                                                                                                                                                                      Foto: Divulgação

Já em 2014, a equipe voltou ao município e entregou, pessoalmente, na maioria das residências, os resultados das amostras realizadas em 2013. Ao Prefeito e à Secretária de Saúde também foram entregues resultados dos testes feitos no laboratório da Fio Cruz. Os resultados entregues a duas autoridades, prefeito e secretária, serviriam para que fossem realizadas buscas ativas de todo o pessoal cujo resultado da doença de chagas deu positivo.

Segundo a Veterinária e Sanitarista Taliha Perez Mendonça, integrante da equipe do Médico Sem Fronteiras, há uma verificação clara de que o percentual está aumentando e já atinge mais de 10% de pessoas com doença de chagas no município. Isso porque apenas uma parte das localidades da zona rural. Os dados são alarmantes, visto que o percentual está acima da media nacional, que é de 4,6%.

 

TRATAMENTO

 

Mesmo com os percentuais detectados e superando a média nacional, a médica veterinária, Taliha Perez Mendonça, disse que a sua vinda ao município se deu por conta de que a equipe veio avaliar os resultados enviados ao município, anteriormente. No entanto, ainda de acordo com a médica veterinária, nenhuma das pessoas que foi diagnosticada está sendo trata. Taliha disse que cobrou da Secretária de Saúde, mas ela disse que fez o medicamento que chegou estava vencido. Isso há dois anos atrás.

 

Até mesmo crianças que foram diagnosticadas pela equipe do Médico Sem Fronteiras tiveram resultados positivos, ou seja, crianças com doença de chagas.

 

A CURA

 

De acordo com a entrevista concedida ao repórter Cirando Sousa, a médica veterinária, Taliha Perez Mendonça afirmou que a doença tem cura, se diagnostica cedo.

 

Como São João do Piauí se tornou uma área endêmica, Taliha Perez Mendonça avalia que os médicos do município solicitem que as pessoas façam exames de diagnostico para doença, visto que a medicação não está disponível em farmácias, mas sim apenas no Ministério da Saúde. Somente a Secretaria de Saúde de cada município pode solicitar ao ministério a medicação que deve fica disponível à população.

 

OUTRO LADO

 

O Mandacaru entrou em contato com a Secretária de Saúde a fim de que ela pudesse falar sobre os motivos que levaram o município a atingir o percentual acima da média nacional, mas não obteve resposta.

 

 

 

 

FONTE: REDAÇÃO
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