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Etado do Piauí estima rombo de 372 milhões no Orçamento
Etado do Piauí estima rombo de 372 milhões no Orçamento
19/06/2016 17h21

O governo do Piauí chegará ao final deste ano com um déficit primário de R$ 372 milhões, o que equivale a 159% de saldo negativo no cálculo entre receitas menos despesas, isso em termos de preços constates. A previsão é da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), que apresentou as estimativas em audiência pública realizada quarta-feira na Assembleia Legislativa, quando detalhou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2017.

 

Segundo as planilhas apresentadas pela Seplan, as receitas primárias para este ano são de R$ 7,735 bilhões contra R$ 8,101 bilhões de despesas, o que equivale a um  saldo negativo de R$ 372,802 milhões. A previsão de déficit para 2017 também foi divulgada e estima que esse valor irá dobrar. O governo estima que ficará em mais de R$ 700 milhões também em valores constantes.

 

Na prática, significa que o Estado terá que adotar medidas para poder arcar com esse saldo negativo sem comprometer o pagamento da folha de pessoal e o custeio, e ainda fazer investimentos. Para o secretário da Seplan, Antônio Neto, o governo precisa restabelecer o equilíbrio fiscal para conter o avanço desse déficit. "O foco número um é o equilíbrio fiscal e financeiro do Estado, nós temos que buscar o equilíbrio, nós não podemos fazer uma estimativa de despesa no segundo semestre, por exemplo, maior do que a receita", frisou o secretário.

 

Ele acrescentou que na elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias pesou muito o cenário de crise enfrentado por todo país com retração de receitas e aumento de despesas. Entre as receitas que tiveram queda no estado o destaque vai para o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que deve chegar a pouco mais de R$ 1,1 bilhão até o final de 2016.

 

Para se ter uma ideia da queda, em 2015, o governo arrecadou R$ 3,1 bilhão de ICMS.

 

Também houve queda no Fundo de Participação dos Estados (FPE) do ano passado para cá. Em 2015, foram transferidos 3,3 bilhões contra R$ 1,1 este ano, praticamente, o mesmo valor que será arrecada com ICMS. As perdas do ICMS e do FPE já somam mais de R$ 4 bilhões. Valores que precisam ser compensados. Isso, sem falar no "rombo" com a previdência estadual de R$ 1,050 bilhão até o final do ano.  

 

Diante desse cenário, Antônio Neto, diz que é preciso cautela na elaboração do orçamento para o próximo ano. "Essa LDO desse ano se reverte de um caráter de muitas preocupações, nós vivemos aí um momento econômico bastante adverso, o país tem uma tendência para 2017 ainda de retração de receita, a gente sabe disso, que tem implicações no Estado do Piauí, portanto, ao elaborar, as diretrizes, as normas, os pa-râmetros e o balizamento para elaborar o orçamento de 2017, a gente vai ter que ter uma certa cautela na hora de elaborar essa lei", concluiu.

 

 

 

FONTE: DiariodoPovo
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