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Motorista dá versão sobre a origem dos R$ 180 mil
Motorista dá versão sobre a origem dos R$ 180 mil
25/09/2014 09h43
Treze dias depois da apreensão de R$ 180 mil no banco traseiro do carro, pela Polícia Rodoviária Federal da Bahia, o motorista José Martinho Ferreira de Araújo, primo e assessor de gabinete do senador Wellington Dias, candidato do PT a governador do Piauí, resolveu apresentar a versão dele para a origem do dinheiro, que está depositado em conta da Justiça Federal.

José Martinho disse ontem em entrevista a duas emissoras de TV do Piauí, a TV Meio Norte e a TV Cidade Verde, que os R$ 180 mil são da venda de um imóvel em Brasília, para comprar um terreno e caprinos em São Miguel do Fidalgo, no sul do Piauí. "Eu vendi uma loja, a parte de baixo da loja e recebi o pagamento em espécie, no dia 10, e um cheque para 90 dias", afirmou. As equipes das TVs viajaram a Brasília para fazer as entrevistas. José Martinho Araujo deu entrevista no escritório do seu advogado Ademar Vasconcelos, em Brasília. O material deverá ser utilizado na propaganda eleitoral de Wellington Dias no rádio e na TV.

O dinheiro está sendo rastreado pela Polícia Federal da Bahia, que conduz inquérito sobre o caso. O delegado de Barreiras (BA), Francisco Carlos de Sá, informou que mandou o inquérito para a Justiça sem a informação de José Martinho sobre a origem do dinheiro. Na versão do primo do senador, depois de 25 anos em Brasília ele tinha intenção de voltar ao Piauí. Martinho disse nas entrevistas que trabalhou bastante, ganha pouco, mas economizou para voltar ao Piauí.

"Nosso estado é pobre e não incentiva a gente a voltar, mas o sonho de todo nordestino é voltar a sua terra natal. Eu construí um prediozinho e tenho uma loja embaixo. Eu vendi a parte de baixo para comprar uma propriedade no Piauí, em São Miguel do Fidalgo", contou. Ele justificou que não transferiu o dinheiro pelo banco porque não conseguiria sacar com facilidade todo o valor.

José Martinho disse que costuma viajar levando dinheiro para comprar caprinos e ovinos. "Quase não uso o banco. O problema é que estão tentando ligar um caso com a política. O dinheiro é meu", garantiu. O funcionário do Senado confirmou que vai apresentar os documentos do registro de imóvel que foi vendido em Brasília para poder liberar o dinheiro que foi apreendido.

O advogado Ademar Vasconcelos disse que a propriedade foi vendida e recebeu parte em dinheiro e parte em cheque para 90 dias. "A origem do dinheiro é licita e será pedida a restituição do dinheiro tão logo seja definida a competência do juízo. O caso é jurídico, e não político. Temos provas e os contratos de compra e venda do imóvel. O dinheiro é licito pela origem", argumentou.

FONTE: Diário do Povo
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