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Floriano é uma das cidades com maior índice de hanseníase do país
14/08/2016 10h45

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Secretaria Municipal de Saúde de Floriano apontou que a cidade é a 48ª no ranking de casos de hanseníase no país. Durante a pesquisa, foi feito um resgate das notificações entre os anos de 2001 a 2014. O resultado foi apresentado na última quinta-feira (11) em Floriano.

A pesquisa faz parte do projeto intitulado de Integrahans/Piauí e durante esses dois anos foram desenvolvidas ações que contemplaram a atenção integral às pessoas com hanseníase e a qualificação de profissionais. Segundo Telma Evangelista, coordenadora estadual do projeto, o projeto iniciou no fim de 2014, mas a coleta dos dados ocorreu em 2015 e em 2016.

"Todas as pessoas que tiveram hanseníase no período de 2001 a 2014 foram atendidas pelo projeto. Não só quem teve os casos, mas também os contates residentes e sociais dessas pessoas também foram abordados nessa pesquisa, que também foi desenvolvida em Picos", falou a coordenadora.

 

No decorrer da pesquisa, os profissionais tiveram contato com 373 pessoas que contraíram a doença e com outras 545 que tiveram contato com essas pessoas. O estudo mostrou que Floriano tem cerca de 40 casos de hanseníase para cada 10 mil habitantes. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de um caso para cada grupo de 10 mil.

 

Floriano e Teresina são os primeiros colocados no Piauí nos casos de hanseníase. O objetivo da pesquisa é evidenciar a situação para colaborar com a melhoria no atendimento aos pacientes e cobrar das autoridades ações que tirem a cidade de Floriano da triste estatística.

 

CAPITAL

 

Dados parciais da Fundação Municipal de Sáude mostram que Teresina registrou, no ano de 2015, 364 casos de hanseníase, dos quais 19 foram em crianças. Trata-se de uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo principal agente etiológico é o Mycobacterium leaprae. A doença é transmitida de uma pessoa doente que não esteja em tratamento para uma pessoa saudável suscetível.

 

 SOBRE A DOENÇA

 

A hanseníase tem cura e que, quanto mais cedo diagnosticada e tratada, menores são as chances de sequelas como incapacidades e deformidades físicas. "Estas complicações são responsáveis pelo preconceito e discriminação em torno dos portadores de hanseníase. Mas na verdade, se trata de uma doença que não tem perigo de transmissão uma vez que se inicia o tratamento", esclarece Kelsen Eulálio.

 

Além disso, grande parte da população é imune ao agente causador da lepra.  "Apenas 10% das pessoas que o contraem têm a possibilidade de desenvolver a hanseníase", informa o médico da Dilhermando Calil, da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH). Uma vez no corpo, esse bacilo trava uma luta contra o sistema imunológico e ataca não só a pele, mas também nervos periféricos, músculos e, em casos graves, até outros órgãos, podendo causar sequelas como cegueira e paralisia. O período de incubação da bactéria vai de seis meses a seis anos.

 

O principal sintoma da doença é a presença de manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas na pele, com alteração de sensibilidade, nódulos (caroços doloridos), edema (inchaço) e/ou acometimento de nervos periféricos (espessamento e/ou dor).

 

 "Na presença de algum desses sinais suspeitos, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa", alerta o coordenador. O tratamento dura de seis a 12 meses, é totalmente gratuito e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do município.

FONTE: DiaridodoPovo
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