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Delação de marqueteiros acende "alerta vermelho" para Lula e Dilma
Delação de marqueteiros acende
12/05/2017 23h26

A pressão sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado com o depoimento prestado por ele ao juiz Sérgio Moro, aumentou ontem com a decisão do relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, de levantar o sigilo da delação do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Ambos afirmaram que tanto o petista quanto a ex-presidente Dilma Rousseff tinham conhecimento de que as campanhas presidenciais foram pagas com caixa 2. E que as decisões para os pagamentos dependiam da “palavra final do chefe”: Lula.

O intermediário deste esquema eram os ex-ministros da Fazenda nos governos petistas, Antonio Palocci e Guido Mantega. Quando os pagamentos não chegavam, beirando a inadimplência, Santana e Mônica emitiam o alerta vermelho, ameaçando paralisar os trabalhos nas campanhas. “Este tipo de alerta foi feito com Lula, em duas ocasiões: no final do primeiro turno de sua reeleição e, especialmente, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno. Lula pressionou Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, que colocou a empresa Odebrecht no circuito.”

Segundo Santana, a campanha de reeleição de Lula teve uma “conta-corrente” informal no exterior. Os correntistas eram o PT e a Pólis, empresa de marketing político do publicitário. No documento, Santana ressalta que Lula sabia de todos os detalhes. Em sua delação, Mônica relata que Palocci não poderia autorizar, sozinho, valores altos sem a permissão do ex-presidente. “(...) Lula sabia do valor total da campanha, tanto o que seria pago oficialmente e o que seria pago por fora (...)”, declarou Santana em delação.

O marqueteiro disse que o ex-presidente tinha uma forma “bem-humorada” de tratar os pagamentos de caixa 2. Segundo Santana, o petista questionava: “e aí, os alemães têm lhe tratado bem?”, se referindo aos pagamentos feitos pela Odebrecht na conta-corrente informal no exterior.

Na delação, Mônica Moura também afirmou que os serviços de comunicação prestados para Lula custaram R$ 24 milhões na campanha de reeleição do petista em 2006. Cerca de R$ 14 milhões foram entregues em espécie por Mônica para um assessor de Palocci. Segundo ela, o dinheiro era acondicionado em caixas de sapatos e roupas e repassados no Shopping Iguatemi, em São Paulo.

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