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Operação Fantasma revela que nenhuma das 81 empresas teria firmado contrato com prefeituras
Fachada do Prédio do Tribunal de Contas do Estado do Piauí
Operação Fantasma revela que nenhuma das 81 empresas teria firmado contrato com prefeituras
17/08/2017 14h34

Levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), por meio da Unidade de Informação Estratégica (UIE), constatou que nenhuma das 81 empresas investigadas pela Polícia Civil na Operação Fantasma, por fraude e sonegação fiscal, realizou negócios ou firmou contratos com prefeituras e órgãos públicos municipais ou estaduais no Piauí. Os negócios da quadrilha, segundo apurou o TCE-PI, eram restritos a empresas privadas.

A Unidade de Informação Estratégica está agora colhendo informações e cruzando dados para verificar possíveis participações dessas empresas em licitações públicas, ou se há vínculos entre as pessoas presas na operação e o poder público. “Foi constatado que não havia relação dessas empresas com os órgãos públicos. Todas as fraudes e outras irregularidades eram realizadas com outras empresas privadas”, afirmou o auditor de controle externo Inaldo José de Oliveira, diretor da UIE do TCE-PI.

Segundo ele, a apuração demonstra que nenhuma das empresas envolvidas no esquema desbaratado na Operação Fantasma forneceu produtos ou serviços para o poder público. “Agora, com igual rigor, estamos verificando se elas participaram de licitações, mesmo que para dar cobertura a outras concorrentes. Estamos apurando ainda quaisquer vínculos eventualmente existentes entre as pessoas presas na operação e o poder público sob sua jurisdição”, completa ele.

A Operação Fantasma foi deflagrada no dia 2 de agosto pelo Grincot (Grupo Interinstitucional de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária), composto pela Polícia Civil, Ministério Público, Secretaria de Fazenda e Procuradoria Geral do Estado. Nove pessoas no Piauí e no Ceará foram presas. Segundo a Polícia, as empresas provocaram um rombo de aproximadamente R$ 180 milhões em impostos não recolhidos, por meio de fraudes fiscais e empresas fantasmas.

O trabalho de investigação do TCE-PI foi realizado com cruzamento de informações, checagem de dados e verificação de operações das empresas, a partir dos CNPJs e dos nomes dos proprietários e pessoas envolvidas. O objetivo, explicou Inaldo Oliveira, era verificar eventuais negócios e/ou relação das empresas com prefeituras e outros órgãos públicos.

FONTE: TCE-PI
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