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Metade das estradas do país apresenta problemas, diz pesquisa
Metade das estradas do país apresenta problemas, diz pesquisa
17/10/2014 21h17
Quase a metade do pavimento das estradas brasileiras tem algum tipo de deficiência, conforme divulgou nesta quinta-feira (16) a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). São 49,9% as rodovias do país que foram classificadas pelo órgão como regular, ruim ou péssimo. Os critérios consideram buracos, trincas, afundamentos, ondulações, entre outros problemas nas estradas.

Isso significa que pelo valor alto desta porcentagem, há um aumento no consumo de combustível dos veículos, tendo reflexo direto nos custos e nas emissões de poluentes.

A 18ª edição da pesquisa avaliou 98.475 quilômetros de estrada, que correspondem a toda a malha federal pavimentada e aos principais trechos estaduais. Houve um acréscimo de 1.761 km (1,8%) em relação a 2013. Foram 30 dias de coleta, entre 19 de maio e 17 de junho.

Também ficou constatado que 44,7% da extensão pesquisada está desgastada e que neste ano houve aumento de pontos críticos, passando de 250 em 2013, para 289 em 2014. Isso significa que quedas de barreira, pontes caídas e grandes buracos nas rodovias aumentaram entre um ano e outro.

Em 2013, morreram 8.551 pessoas em cerca de 186 mil acidentes nas rodovias federais do país. “As condições gerais ruins das rodovias aumentam os riscos e muitas vidas poderiam ser poupadas, caso as rodovias oferecessem uma melhor infraestrutura. Com certeza, seriam 90 mil acidentes a menos e 4.000 mortes a menos”, diz Andrade.

Além do risco à vida das pessoas, os problemas nas rodovias contribuem para aumentar os custos de operação e o tempo de viagem, afetando tanto o transporte de cargas como o de passageiros. Conforme o estudo, o acréscimo médio do custo operacional devido à qualidade do pavimento das rodovias brasileiras é de 26%. Se considerar a região Norte, onde há ainda maiores deficiências na malha, esse índice sobe para 37,6%.

A pesquisa também apontou problemas na sinalização e na geometria das vias. Ao se considerar que 87,1% dos trechos são formados por pistas simples de mão dupla, torna-se ainda mais grave a constatação de que 39,9% não têm acostamento. E, em 49,7% da extensão com curvas perigosas, não há placas de advertência nem defensas completas. Em 57,4% dos trechos, foi encontrado algum tipo de problema na sinalização, sendo que em 26,4% não há placas de limite de velocidade e em 47,6% a pintura da faixa central está desgastada ou é inexistente.

FONTE: Com informações de O Tempo
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