São João do Piauí, 19 de agosto de 2018
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Piauí
Secretário de Fazenda admite grave risco de colapso no Piauí
secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles
Secretário de Fazenda admite grave risco de colapso no Piauí
19/10/2017 10h23

O secretário estadual de Fazenda, Rafael Fonteles, admitiu nesta quarta-feira (18) que o Piauí caminha seriamente para “quebrar” e disse que o risco de colapso nas finanças do Estado é real. Ele também falou que o governo pode não pagar o 13º salário dos servidores e deixar de honrar pagamentos com prestadores de serviço até o final do ano. As afirmações foram feitas a deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Piauí.

De acordo com Rafael, atualmente o Piauí gasta mais de 95% da sua receita para pagar servidores ativos e inativos e manter despesas de custeio essenciais. Tudo o que resta para outras finalidades, como obras e investimentos, é pouco menos de 5%, percentual que segue caindo. Os gastos com inativos, por exemplo, são crescentes e a escassa margem que resta deverá facilmente ser comprometida. A estimativa do governo é que 10 mil servidores já têm o direito a se aposentar atualmente no Estado, o que vai agravar de vez a situação.

“O Estado não está quebrado, mas caminha seriamente para isso. Essa situação [de colapso] é o que nós queremos evitar. Se nada for feito e as reformas em âmbito nacional não foram feitas, essa vai ser a realidade de vários estados, inclusive do Piauí. O risco de atrasar salários e não pagar o 13º continua e estamos tomando medidas duras para evitar que haja o colapso das finanças, porém a prioridade é não haver atraso no calendário de pagamento. Continuamos vigilantes para o Piauí não colapsar como vários estados já colapsaram”, falou.

Rafael Fonteles disse que o Piauí só não entrou em colapso ainda por conta do trabalho de arrecadação própria que tem aumentado nos últimos meses. Rafael foi questionado sobre a quantidade de servidores comissionados no governo estadual e disse que eles representam algo em torno de 2% das despesas do governo. O percentual, apesar de pequeno, representa mais de R$ 5 milhões por mês aos cofres da administração estadual.

O secretário disse ainda que vai haver atraso no pagamento de fornecedores e/ou prestadores de serviço para o Estado. Ele admite que, nesses casos, sempre ocorrerá situações onde a dívida com essas pessoas será empurrada para os anos seguintes, aumentando ainda mais os chamados “restos a pagar”. Já existem atrasos com fornecedores.

FONTE: política Dinâmica
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