São João do Piauí, 15 de dezembro de 2017
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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Administração Pública pela UFPI. Ele escreve sobre Política e Administração, diariamente.
Pista de pouso de R$ 4 milhões que vale mais do que a água que consumimos
21/11/2017 12h03

A reforma e ampliação da pista de pouso de São João do Piauí foi um dos temas de debates mais discutidos nas redes sociais e em diversos outros cantos do município e do Piauí, desde quando o governo do Estado fez a inauguração, na última sexta-feira, dia 17.

Construída ainda na gestão da ex-prefeita Maria de José Oliveira Paes Landim (Djusa), a atual pista de pouso, recentemente reformada e ampliada recebeu 900 metros de camada asfáltica através de emenda do Deputado Paes Landim e  executada pelo Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), à época.

O que chama a atenção em todo esse investimento não é apenas a cifra empregada nele (R$ 4.214.708,74), mas o fato de o governo do Estado não eleger como prioridade a resolução de problemas da população local como, por exemplo, a falta de qualidade da água consumida aqui. A população bebe um líquido que em nada se parece com água potável, mas com lama, quando chega às torneiras, depois de momentos de interrupções no abastecimento.

Em 2013, após décadas de reivindicações da população de São João do Piauí,  finalmente, foi investida uma cifra tímida de recursos no valor de R$600 mil para que fosse feita a substituição de 6.680 metros de canos de amianto pelo de PVC, em algumas partes da cidade. Mesmo assim, o problema ainda persiste e nada de concreto tem chamado a atenção dos poderes públicos para o problema.

A resolução do problema da água no município é um dos assuntos prioritários que o governo deveria enfrentar, quando o tema é investimento público.

Mesmo que a pista de pouso tivesse de ser reformada e ampliada para receber o SAMU aéreo, como se pretende alegar, não seria para tanto os valores empregados, visto que raramente este serviço aéreo atende pacientes no aqui. Até porque, desde que o SAMU foi implantado em 2012, foram poucos os voos aéreos realizados.

A visão dos gestores em relação a recursos públicos é pequena, considerando-se que eles não conseguem ver o que é mais importante para uma população afetada por um problema grave, muito menos ouvir o que ela tem a reivindicar, como é o caso da água consumida por mais de 20 mil habitantes, na zona urbana do município.

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