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Justiça
Raquel Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo sejam condenados pelo STF
senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo /Foto:G1
Raquel Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo sejam condenados pelo STF
24/11/2017 22h33

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu, nesta sexta-feira, a condenação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-ministro Paulo Bernardo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Dodge entregou no Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais da ação penal em que os dois são réus, ao lado do empresário Ernesto Kugler, acusado dos mesmos crimes. No documento, a procuradora-geral defende ainda que Gleisi perca o mandato de senadora e que os três paguem uma multa de R$ 4 milhões.

“Mais do que a corrupção de um mero agente público, houve corrupções em séries por titulares de cargos dos mais relevantes da República, cuja responsabilidade faz agravar sua culpa na mesma proporção”, escreveu Raquel Dodge.

A denúncia contra os três foi aceita pela Segunda Turma do STF em setembro de 2016. Paulo Bernardo teriado pedido R$ 1 milhão ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para abastecer a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. O dinheiro teria sido entregue por um intermediário do doleiro Alberto Youssef, a Ernesto Kugler, ligado ao casal. A quantia teria sido repassada em quatro parcelas de R$ 250 mil. A multa pedida pela procuradora-geral equivale a quatro vezes o valor que teria sido desviado.

A pena do crime de corrupção passiva varia entre dois e 12 anos, enquanto a de lavagem de dinheiro fica entre três e 10 anos. A procuradora-geral argumenta que a pena deve ser “ser fixada acima do termo médio”, já que “as circunstâncias negativas indicadas são de máxima relevância”

Já a multa foi calculada levando em consideração o “montante aceito e recebido pelos denunciados, a dignidade do cargo que ocupam, o reflexo do ato espúrio no âmbito interno e internacional, a envergadura dos atores das condutas espúrias”.

Gleisi foi ministra da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff entre junho de 2011 e fevereiro de 2014, e é presidente do PT desde julho. Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento no governo Lula, de 2005 a 2011, e das Comunicações já no governo Dilma, de 2011 a 2015.

A suposta participação do casal na Lava-Jato surgiu nas delações premiadas de Youssef e de Paulo Roberto. Em seguida, veio a delação do advogado Antônio Carlos Pieruccini, que detalhou como o dinheiro foi repassado para a campanha da petista. Em depoimento ao Ministério Público Federal, Pieruccini afirmou ter transportado R$ 1 milhão de São Paulo para Curitiba, a pedido de Youssef. O doleiro teria dito que a destinatária final do dinheiro era a campanha de Gleisi.

FONTE: OGlobo
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