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Economia
Botijão de gás já subiu quase 15% este ano
10/12/2017 09h40

Com uma alta acumulada de quase 15% no ano, até novembro, a despesa com gás de cozinha tem pesado no bolso do brasileiro. Foi a maior alta desde 2015. Só no mês passado, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado ontem pelo IBGE, o preço do botijão aumentou 1,57%.

A alta de novembro é mais da metade da variação registrada em todo 2016, quando o preço do produto subiu 2,1%. O gasto com o botijão tem um peso maior no orçamento das famílias de baixa renda. Segundo o IBGE, corresponde a 2,08% da despesa total das famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos, e a 1,3% do orçamento das famílias com renda de até 40 mínimos.

Esta semana, a Petrobras anunciou que vai revisar a metodologia usada para os reajustes do gás de cozinha, vendido em botijões de 13 kg, para suavizar os impactos causados pela volatilidade dos preços no mercado internacional.

Ontem, o diretor de Refino e Gás Natural da estatal, Jorge Celestino, informou que a companhia pretende concluir até a próxima semana sua avaliação de qual política de preços vai adotar daqui em diante para o produto, após participar de um evento na sede da companhia.

— Estamos trabalhando para isso na próxima semana.

NAS REFINARIAS, ALTA DE 84%

Desde junho, a política de preços sofreu alterações, e a alta acumulada no gás de botijão chega a quase 70% nas refinarias. Agora, o Grupo Executivo de Mercado de Preços (Gemp) se reuniu para avaliar os resultados e concluiu que a correção aplicada esta semana foi a última realizada com base na regra vigente.

A nova política coincidiu com uma expressiva alta nos preços do petróleo e das matérias-primas do GLP (propano e butano), o que acabou representando elevados aumentos nos preços nas refinarias da Petrobras.

No ano, o botijão de 13 quilos acumula alta de 84% nas refinarias. De acordo com uma fonte próxima, a Petrobras deverá decidir por promover variações menos frequentes nos preços do GLP residencial, não fazendo a revisão dos preços uma vez por mês. O prazo poderia abranger períodos um pouco maiores, para evitar a forte volatilidade dos preços internacionais.

FONTE: OGlobo
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