São João do Piauí, 25 de abril de 2018
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Inadimplência do governo do Piauí com a Caixa travou empréstimo de R$ 315 milhões
Inadimplência do governo do Piauí com a Caixa travou empréstimo de R$ 315 milhões
08/01/2018 20h57

A inadimplência da gestão de Wellington Dias é o que estava "travando" o empréstimo de R$ 315 milhões junto a Caixa Econômica Federal. A própria diretoria da Caixa desmentiu o governo sobre interferência políticas contra Wellington Dias. Pelo menos até a última sexta-feira (5), era um calote milionário que impedia a operação de crédito. Um vídeo exclusivo do Política Dinâmica mostra que, na verdade, atrasos de repasse do Estado relativos a empréstimos consignados dos servidores eram um risco ao empréstimo.

Ao final de um evento com o ministro das Cidades em que foram anunciados diversos convênios e repasses federais para o Estado e municípios piauienses o diretor de Habitação da Caixa em exercício, Guilherme Correia assegurou que nunca houve gestão política para segurar o empréstimo. Na última semana o Estado do Piauí ingressou na Justiça pedindo a liberação dos recursos. A alegação era de perseguição política por diferenças partidárias e ideológicas entre o Governo Federal e a gestão do governador Wellington Dias, do PT.

Tratando sobre este assunto, ao lado do presidente da Emgerpi, Ricardo Pontes, o governador Wellington Dias afirmou que o Estado poderia retirar a questão da justiça caso a Caixa assinasse um cronograma de liberação dos recursos para o Piauí. Participaram da conversa Guilherme Correia, que naquele momento representava o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, e o superintendente da Caixa no Piauí, Elizomar Guimarães.

Foi Elizomar quem alertou o governador. O superintende adiantou que já havia tratado com o secretário Rafael Fonteles (SEFAZ) sobre o assunto e que a falta de pagamento poderia travar o empréstimo nos critérios do Comitê de Crédito do banco. Pela cena, pode-se perceber que este pagamento de parcelas atrasadas do consignado dependia unicamente da vontade do próprio Wellington Dias. Aliás, Wellington é funcionário aposentado da Caixa e pela sua reação -- de afirmar que resolveria --, a inadimplência pareceu ser justificativa adequada para a não liberação do empréstimo.

 Ao não responder diretamente as perguntas do Política Dinâmica, a superintendência da Caixa no Piauí protegeu o Governo do Estado, deixando de confirmar os débitos e valores devidos pela gestão de Wellington Dias. Estima-se que a dívida do Governo do Estado em repasses de valores descontados dos empréstimos consignados dos servidores estaduais ultrapasse R$ 50 milhões, juntando dívidas com o Banco do Brasil, Bradesco, Santander, BicBanco, BMG e outros.

A Caixa se limitou a enviar nota que está publicada no final desta matéria. Mas a nota ainda revela outra situação preocupante: a possibilidade de que servidores possam ter sido negativados ou cobrados indevidamente por serviços que eles já pagaram.

Solicitamos entrevista com Elizomar para que ele pudesse comentar o assunto. Por meio de sua assessoria, a Caixa informou que o assunto já havia sido contemplado pela nota. Além disso, o banco trata do assunto como uma relação particular "banco-cliente", como se as duas instituições -- Caixa e Estado -- não fossem instituições públicas e não devessem satisfação ao contribuinte.

NÃO DEVE NADA

Já a Secretaria de Fazenda limitou-se a comentar "que nesta segunda-feira já não existem mais débitos de qualquer natureza entre o Governo e a Caixa Econômica". Reconhece que ainda restam débitos do consignado com outras instituições financeiras, mas alegou que tudo deve ser colocado em dia até o final do mês de janeiro.

NOTA DA CAIXA

Com relação aos convênios de crédito consignado de servidores da administração pública (prefeituras e estados), a CAIXA esclarece que o órgão conveniado efetua o desconto do empréstimo diretamente no contracheque do servidor e repassa o valor ao banco, conforme prevê o contrato entre a CAIXA e os convenentes. As rotinas que envolvem o processo de quitação das parcelas pagas, assim como em caso de inadimplência dos valores da convenente para o banco, são automáticas e obedecem às cláusulas do contrato firmado.

Nos casos de possíveis negativações ou cobranças de clientes em razão do convênio, a CAIXA orienta que os clientes procurem suas agências de relacionamento para verificação dos seus contratos.

FONTE: Política Dinâmica
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