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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Administração Pública pela UFPI. Ele escreve sobre Política e Administração, diariamente.
Governo de W.Dias finalmente admitiu atrasos com terceirizados
31/01/2018 19h35

A equipe de governo de Wellignton Dias finalmente admitiu o que já se sabia, embora isso ainda não tivesse sido dito publicamente.  Agora a dúvida se encerrou. O secretário de Governo, Merlong Solano, que é do PT, acabou confessando a situação vivenciada pelo setor terceirizado do estado.

O secretário acerta em admitir a situação de atrasos, mas erra ao culpar a crise econômica nacional e o déficit da Previdência estadual pelos atrasos nos repasses às empresas terceirizadas. Os efeitos da recessão já foram afastados, e o país já vive uma taxa de inflação muito abaixo do que a de 2015, que era de 10,67%, a maior taxa desde 2002. Hoje, o país convive com uma taxa de 2,95%, fechamento de 2017.

 Culpar a crise econômica ou déficit da Previdência estadual pelos atrasos nos repasses às empresas terceirizadas, não parece ser a melhor opção para o governo. O déficit da Previdência estadual não é algo novo para a gestão de Wellignton. Em 2015, o Estado pagava R$ 1,2 bilhão por ano para o pagamento dos aposentados e pensionistas, sendo que as contribuições do Iapep (hoje IASPI) representavam a metade desse valor.

O secretário de Planejamento do Estado, Antônio Neto, previu queda de receita do Estado e que o ano de 2016 o estado teria um déficit na previdência de mais de R$ 1,05 bilhão. O tema é recorrente e não assusta mais fornecedores e empresas de serviços terceirizados para o Estado do Piauí.

Hoje, a saída não para resolver de vez, mas para minimizar a situação dos fornecedores e das empresas de serviços terceirizados, é o governo gastar menos onde não deve e focar seus  investimentos em áreas prioritárias. Ou seja, cortar gorduras, em setores improdutivos e poupar recursos para possibilitar a efetividade do serviço público, na administração de um modo geral.

O Wellington Dias tentar ressuscitar o velho discurso da “herança maldita”, mas se esquece de que o seu partido, o PT, participou das gestões passadas: Wilson Martins (PSB) e Zé Filho (PMDB), responsáveis, segundo ele, por este pesadelo.

O governo joga com os números através do binômio receita e previdência na tentativa de acalmar a fúria de fornecedores e servidores das terceirizadas. Mas se esquece de fazer a lição principal: cortar onde devia.

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