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Bancada do PT irá ao CNJ contra Moro por suposto subfaturamento de imóvel
Bancada do PT irá ao CNJ contra Moro por suposto subfaturamento de imóvel
03/02/2018 01h40

A bancada do PT na Câmara Federal deverá entrar com representação contra o juiz federal Sérgio Moro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os deputados petistas vão pedir que o CNJ investigue o juiz da Lava Jato por suposto subfaturamento na compra de um apartamento em Curitiba. 

Um pedido de investigação já havia sido cogitado mais cedo pelo deputado Carlos Zarattini (leia aqui) e foi confirmada pelo deputado Paulo Teixeira. "O que precisa ser investigado é se, de fato, o imóvel foi subfaturado, pois se isso ocorreu os impostos também foram subfaturados. A bancada do PT vai fazer uma provocação no CNJ, no sentido de exigir explicações do juiz Sergio Moro", revelou Teixeira à revista Fórum.

A denúncia veio à tona, depois que foi divulgada a informação de que Sergio Moro recebe auxílio-moradia, mesmo sendo proprietário de um imóvel na capital paranaense (leia mais). 

Em junho de 2002, Moro adquiriu um apartamento de 256 m2 no bairro Bacacheri, em Curitiba. O imóvel foi vendido pelo juiz federal do Tribunal Regional da 4 Região (TRF-4), Marco Antonio Rocha, por R$ 173,9 mil (em valores atualizados, R$ 460 mil). No entanto, segundo dados do site agenteimóvel, o valor do metro quadrado de um imóvel nesse bairro é de quase R$ 5 mil (R$ 4.923,00). Portanto, um apartamento de 256 m2, em valores atualizados, custaria R$ 1 milhão, 250 mil e não R$ 460 mil.

"Tenho certeza que o juiz Sergio Moro deve explicações. Ele precisa ser investigado e a instância adequada, a meu ver, é o CNJ, uma vez que estão sendo apontadas ilegalidades, como o subfaturamento na compra do imóvel", completou o deputado.

Depois de uma chuva de críticas, o juiz Sérgio Moro tentou justificar o recebimento do auxílio-moradia. "O auxílio-moradia é pago indistintamente a todos os magistrados e, embora discutível, compensa a falta de reajuste dos vencimentos desde 1 de janeiro de 2015 e que, pela lei, deveriam ser anualmente reajustados", afirmou o juiz

FONTE: Brasil247
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