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Marcelo Odebrecht diz à PGR que Guido Mantega sabia de propina em negócio com a Previ
Marcelo Odebrecht diz à PGR que Guido Mantega sabia de propina em negócio com a Previ
10/03/2018 16h38

O empreiteiro Marcelo Odebrecht entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) emails que indicam o conhecimento do ex-ministro Guido Mantega sobre o pagamento de propina relacionado à compra de um imóvel do grupo Odebrecht pela Previ - fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil - em uma transação de R$ 817 milhões. As informações são do portal "G1".

Segundo Marcelo Odebrecht, também teriam participado do esquema o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) e o ex-deputado Cândido Vacarezza (PT-SP). Além de Marcelo, os ex-executivos Paul Altit e Paulo Melo, da Odebrecht Realizações Imobiliárias, também citaram o caso em delações premiadas.

Os delatores afirmaram que os parlamentares procuraram a empresa e se ofereceram para ajudar a viabilizar o negócio junto a Previ. Teria havido um acerto em troca de "colaborações eleitorais futuras" para os dois, mas os executivos da Odebrecht não teriam identificado o resultado prometido pelos petistas. Por isso, Marcelo Odebrecht teria levado o assunto até Guido Mantega, àquela altura ministro. A venda do imóvel foi fechada meses depois. O negócio teria rendido R$ 27 milhões em propina. Segundo o empreiteiro, o valor foi creditado na conta "Pós-Itália", mantida por ele com Mantega. Desse total, R$ 5 milhões iriam para os dois deputados petistas.

Procurada, a defesa do ex-ministro Guido Mantega informou que ainda precisa analisar os documentos entregues à PGR.

- Nós vamos analisar com calma. Precisamos olhar direito - comentou o advogado Fábio Tofic.

Carlos Zaratini, em entrevista ao "G1", leventou suspeitas sobre as mensagens apresentadas pelo empreiteiro à PGR:

- Todas as doações recebidas em favor de minhas campanhas eleitorais foram legais, não havendo recebimentos não contabilizados. Desconheço e-mails trocados entre executivos da Odebrecht, desconfio da veracidade dos mesmos, entregues sem a preservação da cautela de prova. E não fui copiado ou destinatário das mensagens - disse.

Previ negou a participação dos delatados nas discussões da aquisição do imóvel e, também, que tenha havido qualquer irregularidade no negócio.

"Não coadunamos com atos ilegais e repudiamos a eventual utilização do nome da Previ para suposta obtenção de favores e/ou benefícios ilícitos. Caso fique comprovado que o nome da Previ foi utilizado para vantagens indevidas, serão adotadas todas as medidas para reparação de danos", disse a assessoria do fundo.

Vacarezza foi procurado, mas não se manifestou até o momento.

FONTE: O Globo
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