São João do Piauí, 15 de agosto de 2018
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JOE
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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Administração Pública pela UFPI. Ele escreve sobre Política e Administração, diariamente.
Os golpistas necessários
Os golpistas necessários
08/08/2018 08h55

Eu me lembro como se fosse hoje. Era 1° de setembro de 2016. Eu dormia e acordava, intermitentemente, apenas para ver como o destino de Dilma Rousseff e do PT seriam selados. Nas redes sociais, como no Facebook, o barulho retórico do PT era maior ainda.

Do lado do poder, que acabava de ser derrubado, as vozes e as postagens contra os "golpitas" eram longas e infindáveis. Do lado de quem batia palmas com a queda do PT, jamais imaginou que no Piauí de Wellington Dias, o maestro da orquestra petista da "golpista", seria enterrada em nome de um ambicioso projeto de poder.

E isso é perfeitamente compreensível: O PT acabava de cair e Wellington precisa de um intermediário no Planalto. Foi aí que sugeriu Ciro, homem da mais estreita confiança de Temer. Ciro, também era da extrema confiança de Dilma, mas lhe puxou o tapete, no episódio do impeachment, lá em 2016.

Eu me lembro muito bem, quando certa vez um petista me enviou num vídeo em que a esposa do Senador Ciro Nogueira, Iracema Portela, aparecia quase que molestada (pelo menos verbalmente) por dezenas de petistas, no momento de um desembarque.

Mas os gritos de "golpista" e a cara retorcida contra o casal Nogueira não durariam muito, visto que eles, para não dizer: ele foi a bola da vez e o responsável por carrear recursos da União para o Piauí. Quem era louco de dizer o contrário?

Enquanto Ciro trazia de Brasília os recursos para ajudar no equilíbrio das contas públicas do estado, na Alepi, o seu amigo de parlamento(e era o que parecia), Themístocles Sampaio Filho, se comportava como porta-voz e o senhor das decisões na Assembleia Legislativa do Piauí. Por lá, foram projetos impopulares que Themístocles teve que colocar na pauta para poder ajudar Wellington Dias em sua difícil governabilidade.E deu certo. O que não deu certo foi o puxão de tapete que o petista deu no emedebista, retirando dele o favoritismo da composição da chapa de vice-governador. Isso sim, não deu certo.

Agora no dia 03, o PT realizou sua convenção. Mas o trauma da rasteira que tomou, fez com que Themístocles arredasse o pé ligeiro e fosse a Parnaíba ao encontro de Temer. O que lá conversaram ninguém sabe. Só Deus!

O comportamento do PT no Piauí destoa em grau, número e gênero do PT nacional, que a despeito de manter o discurso(aparentemente coerente), não se aliou a quem lhe apunhalou há dois anos atrás.

No Piauí, se Ciro foi capaz de calar as vozes roucas, raivosas e odientas dos petistas, Themístocles não foi capaz de, mesmo ajudando o governador nas horas mais difíceis, conseguir a simpatia e o sentimento de gratidão pelo que fez ao Karnak. Themístocles que se indispôs com professores, por ter anulado a sessão que derrubou o veto do governador, somente o fez porque tinha a sensação de que seria reconhecido por Wellington e a turma PT aqui no Piauí. Mas o tiro saiu pela culatra. Ou melhor, o projeto de poder ruiu como um castelo de areia.

O PT aprendeu tanto com o que acostumou chamar de o “golpe do impeachment”, que no deu o troco em quem mais lhe estendeu a mão. Que o diga o presidente da Alepi, Themístocles Filho.

Wellington sabe como ninguém que foi necessário se aliar aos golpistas e ao partido protagonista do impeachment de Dilma, o MDB, para poder conseguir se manter no poder, depois de ver as portas do Planalto fechadas. Nada mais do que isso.

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