São João do Piauí, 16 de novembro de 2018
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MPE deflagra operação e apreende documentação em secretarias do governo do PI
MPE deflagra operação e apreende documentação em secretarias do governo do PI
12/09/2018 23h36

O Ministério Público do Estado do Piauí, em parceria com instituições da Rede de Controle, deflagrou hoje (12) a Operação Itaorna – do tupi, “pedra podre”. Foram executados oito mandados de busca e apreensão de documentos para apuração da ocorrência de atos de improbidade administrativa, sobretudo fraudes em licitações realizadas pelo Governo do Estado e por Prefeituras Municipais.

As investigações tiveram início com abertura de inquérito civil público instaurado pela 44ª Promotoria de Justiça de Teresina, que verificava a regularidade dos empréstimos tomados pelo Poder Executivo Estadual junto à Caixa Econômica, o FINISA I e FINISA II. Paralelamente, o Tribunal de Contas do Estado apurou que uma das construtoras contratadas com esses recursos – a empresa Crescer – não tem qualquer condição técnica de prestar o serviço de calçamento de vias, principal objeto dos contratos

Em entrevista coletiva realizada nesta manhã, o Promotor de Justiça Fernando Santos, da 44ª Promotoria de Justiça, e o Auditor de Controle Externo Inaldo Oliveira, do TCE, revelaram detalhes da operação. “Os contratos envolvem o repasse de grandes quantias, e o fato de que a empresa não tem condição técnica de realizar o serviço se constitui como um forte indício de que existe um esquema para desvio de recursos públicos”, explicou Fernando Santos. Os valores efetivamente pagos à empresa, desde 2017, somam mais de R$ 13 milhões. Nas fases posteriores da investigação, será apurado o montante total de prejuízos ao erário.

Foram realizadas buscas nas sedes das Secretarias de Estado de Turismo e de Desenvolvimento Rural, da Coordenadoria de Combate à Pobreza Rural, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural, do Instituto de Desenvolvimento do Piauí (IDEPI), da Construtora Crescer e nas residências dos sócios da empresa. Os mandados foram cumpridos com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

“Muitos elementos demonstraram que a construtora se trata de uma empresa sem capacidade operacional, ‘de fachada’. No endereço de sua suposta sede, não foram verificados indícios de execução de qualquer trabalho. Parece uma construção abandonada, com acúmulo de lixo na calçada”, relatou Inaldo Oliveira.

FONTE: MPPI
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