São João do Piauí, 16 de setembro de 2019
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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Administração Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas, com frequência.
De que lado está quem votou para o Coaf sair das mãos de Moro?
23/05/2019 22h54

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quando foi convidado para participar da equipe ministerial de Jair Bolsonaro, tinha uma missão: a de combate à corrupção. Sua missão se deve ao fato de que Moro era um linha-dura na condenação de suas sentenças, enquanto juiz da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Com o advento do projeto de reforma administrativa, proposto por Bolsonaro, o que mais incomodava parlamentares, muitos encrencados até a alma com a Lava Jato, era a possibilidade de o Coaf permanecer nas mãos de Sérgio Moro. Tanto é assim que ontem (22)-, por 228 votos a favor e 210 contrários, eles votaram para que o órgão voltasse para o Ministério da Economia.

O Coaf é um órgão de inteligência financeira do governo federal. Ele atua principalmente na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro. Ele foi criado em 1998, no âmbito do Ministério da Fazenda.

 Ainda que possam ou queriam explicar, parlamentares implicados ou não com a Operação Lava Jato, e que votaram para que o Coaf fosse retirado das mãos de Moro, terão dificuldade de convencer os seus eleitores do porquê desta decisão. Se é que eles se propõem a tanto. Uma coisa é certa: eles não votaram pensando no papel que poderia desempenhar o Coaf vinculado ao Ministério da Justiça contra o crime de lavagem de dinheiro. Pensaram em proteger ou em se proteger.

Pelo Piauí, pelo menos oito deputados federais entre eles: Átila Lira, Flávio Nogueira, Iracema Portella, Marcos Aurélio Sampaio, Margarete Coelho, Marina Santos, Merlong Solano e Rejane Dias (primeira-dama do Estado do Piauí), disseram não ao Coaf nas mãos de Moro.

O que não ficou claro, ou pelo menos razoavelmente explicado, se é que explicaram, é o porquê de a bancada do Piauí, com exceção de Júlio César, do PSD, ter votado contra um instrumento auxiliar de combate à corrupção, como o Coaf, que deveria ficar no Ministério da Justiça, visto que esses deputados federais não são investigados no âmbito da Lava Jato. A mando de quem votaram esses deputados? De que lado quem votou contra o Coaf nas mãos de Moro está? Isso, só o tempo dirá...

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