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“Estado deve R$ 3 bilhões e gastou 6 milhões para dedetizar ratos e cupins”, diz Wellington
“Estado deve R$ 3 bilhões e gastou 6 milhões para dedetizar ratos e cupins”, diz Wellington
01/12/2014 17h29
O Senador e Governador eleito do Estado do Piauí, Wellington Dias (PT) voltou a falar da atual situação do Piauí e apresentou dados encontrados pela sua comissão de transição.

Segundo ele o Estado ficou com a receita comprometida devido a assinatura exagerada de contratos e não por causa da queda do FPE (Fundo de Participação do Estado) do Governo Federal. O dados foram apresentados em entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (01).

“A execução orçamentária ficou em 8,4 % acima do ano passado,em 2013 a previsão era que as despesas com pessoal iriam crescer 7%, mas esse valor chegou a 19%, ou seja, fizeram um monte de contratos arbitrários, era um ano eleitoral, foram dando uma de papai noel, ou seja quando se faz a velha politicagem, a velha enganação, sofrem muitas pessoas, o grande problema é irresponsabilidade fiscal”, disse

Retomada de convênios com o Banco do Brasil

Wellington Dias negou que o fato do governador Zé Filho (PMDB) não apoiar a Presidenta Dilma Rousseff em sua reeleição esteja impossibilitando o saque de recursos do Governo Federal, de acordo com ele, o fato se deve a inclusão do Estado no Cadin- Cadastro Informativo dos créditos não quitados do setor público federal.

“Nós estamos perdendo vários convênios com o governo federal, tem R$ 1,298 bi do mês de outubro retidos, porque o Piauí está na Serasa, o Piauí está inadimplente pelo (Cadin).

Eu vou ter que tomar no começo do mandato a exemplo do que fiz em 2003, medidas corajosas, que não vão agradar a alguns setores, temos que ter um estado do tamanho que a receita suporta, vamos ter que adequar as receitas do estado para poder ter o dinheiro pra fazer as coisas que são importantes para a população, resolver o problema da água, da saúde, segurança, retomada de obras”, alegou.Fornecedores em atraso e Dívidas

Com relação ao número de fornecedores em atraso, Dias voltou a afirmar seu compromisso com a legalidade dos contratos, segundo ele, aqueles que foram firmados sem obedecer o que determina a lei serão cancelados.

“Nós vamos ter que auditar cada contrato, ver o que está na lei, são umas séries de obrigações que não estão sendo cumpridas, como repasses para hospitais, no total das empresas terceirizadas são 145 milhões, só pra gente entender do que estamos falando, na verdade quando a gente soma com todos os outros contratos existentes são mais de 3 bilhões de reais, são os levantamentos feitos pela comissão de transição.

Parte disso são contratos não honrados, que provavelmente nós vamos ter que fazer o cancelamento, ou seja, eu tenho que primeiro primar pela legalidade, segundo a capacidade. A folha está em 52,4%, nós vamos ter que trazer para 46,5 porque é isso que permite voltar a movimentar a conta do contrato com o banco do brasil”, revelou.

Cortes

O futuro governador disse que o início do seu mandato será marcado por cortes que deverão começar por cargos comissionados, e a administração estadual deverá levar algo entorno de 1 anos e meio para se estabilizar. “Primeiro na área de cargos em comissão, temporários e custeio, e vamos ter que fazer uma revisão em todos os contratos o que for ilegal nós vamos ter que anular e o que for legal nós vamos ter que elaborar um plano para regularização”, disse.

Wellington relembrou de quando assumiu o governo em 2003, de acordo com ele a situação das finanças estaduais era de igual calamidade, e segundo ele o tempo que levou para estabilizar a máquina pública foi de 1 ano e 7 meses. “Agora nós vamos ter que trocar pneu com o carro andando, é a situação do Piauí, nós vamos ter que de um lado tomar medida para regularizar, mas vamos também ter que estar cuidado da segurança, da saúde, educação”, disse.

O mesmo denunciou ainda que o Ministério Público está investigando a liberação de R$ 6,5 milhões para a dedetização de pragas, valor que segundo ele, é exorbitante. “Agora o ministério público está denunciando que foram liberados R$ 6,5 milhões para pagar desratização e descupinização, ou seja é muito cupim é muito rato, imagine o tanto de ratoeira que é possível se comprar com tanto dinheiro.

Na verdade a falta completa de planejamento, aqui eu vou ter que começar por obras que eu deixei o recurso lá atrás como o Aeroporto de São Raimundo Nonato, eu terminei várias obras deixadas do governo Mão Santa e Hugo Napoleão, a pior obra é aquela que não é concluída.

A primeira medida que vamos adotar é adequar a receita para que o estado esteja coerente ao que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal, e segundo é para que a gente volte a ter parceiras com o governo federal, o estado entrou na Serasa e temos que tirá-lo de lá”, declarou.

FONTE: Teresina Diário
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