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Ministério Público investiga evolução patrimonial do ministro do Meio Ambiente
Ministério Público investiga evolução patrimonial do ministro do Meio Ambiente
17/08/2019 23h07

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu inquérito para investigar a suspeita de enriquecimento ilícito do atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e tenta a quebra do sigilo bancário do investigado.

A notícia foi revelada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", em sua edição deste sábado.

Entre 2012 e 2018, o patrimônio de Salles declarado à Receita Federal passou de R$ 1,4 milhão a R$ 8,8 milhões. Na maior parte desse período, ele ocupou cargos no governo de São Paulo.

A promotoria vê como "imprescindível o acesso aos dados bancários e fiscais do investigado Ricardo de Aquino Salles, sobretudo para aferir suas efetivas e reais movimentações financeiras para elucidar o objeto", segundo escreveu o promotor Ricardo Manuel Castro em seu pedido ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente afirmou que "o patrimônio e os rendimentos do Ministro estão integralmente declarados, não havendo nenhuma irregularidade. As ilações e pedidos são infundados, tanto que já duplamente rechaçados pela Justiça".

A evolução patrimonial de Salles, em mais de seis vezes, foi confirmada a partir das declarações de Imposto de Renda entregues à Justiça Eleitoral nos anos em que foi candidato — 2012, quando concorreu a vereador em São Paulo, pelo PSDB, e 2018, quando tentou uma vaga para deputado federal pelo Novo, não tendo sido eleito.

Em 2012, ao se candidatar a vereador, Salles deixou de exercer a atividade de advogado. No ano seguinte, foi nomeado para secretário particular do então governador Geraldo Alckmin (PSDB), com um salário de R$ 16.868 mil.

De julho de 2016 a agosto de 2017, foi secretário do Meio Ambiente, com um salário médio de R$ 18.413,42 mensais, segundo consta do documento elaborado pelo promotor paulista.

PEDIDO DE REDUÇÃO DE PENSÃO

Na visão do promotor Castro, três fatores tornam suspeita a evolução patrimonial de Salles: no período, ele conseguiu na Justiça o direito de reduzir a pensão alimentícia paga a seus dois fiilhos pelo fato de ter parado de advogar; não há, no Tribunal de Justiça, processos em número ou valores que tenham gerado honorários que justifiquem o crescimento patrimonial; e Salles já foi condenado, em primeira instância, por improbidade administrativa.

O MP investiga Salles por enriquecimento ilício desde julho, após a empresa SPPatrim Administração e Participações fazer uma representação apontando para a evolução do patrimônio do ministro.

FONTE: OGlobo (Assinantes)
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