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Petista assusta Planalto em CPI da Petrobras. Oposição desiste de citar Dilma
Petista assusta Planalto em CPI da Petrobras. Oposição desiste de citar Dilma
18/12/2014 15h26
O relator da CPI Mista da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), assustou o Palácio do Planalto ao declarar na porta da sala de reunião da comissão que não há mais “condição política” para a permanência de Graça Foster e dos demais diretores no comando da Petrobras.

As declarações de Marco Maia (foto) provocaram fúria na presidente da República, Dilma Rousseff, de acordo com fontes que acompanham o dia-a-dia do Planalto.“Acho que não há mais condição política para a permanência da Graça Foster e dos atuais diretores da Petrobras no comando. Sou favorável e acredito que o governo deve, nos próximos dias, conduzir mudanças que sejam significativas na condução dessa que é a maior empresa brasileira”, disse Marco Maia.

O petista continuou surpreendendo e apresentou um relatório pedindo o indiciamento de 52 pessoas e a admissão de prejuízos na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Mas deixou fora da lista a presidente da estatal, Graça Foster.

A decisão sobre o relatório ficou para a manhã desta quinta-feira (18) depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros, cancelou as votações ocorridas na comissão durante a ordem do dia do plenário, que decidia sobre o novo Código de Processo Civil, indicação de embaixadores, aumento de salários de deputados e senadores entre outros projetos.

PT rebate PT

O ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, convocou a imprensa para rebater a declaração de Marco Maia. Berzoini disse que Maia fez apenas uma análise política pessoal.“Só [queria] manifestar, em nome do governo, a total confiança na gestão da presidenta Graça Foster, e da sua diretoria, e que nós entendemos que os assuntos da Petrobras têm sido conduzidos com zelo, firmeza e determinação pela diretoria”, disse Berzoini.

Já a oposição chegou a anunciar na reunião da CPI que pediria o indiciamento da presidente Dilma no relatório paralelo que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) vai apresentar. Mas, no fim da noite, ficou decidido que não será explicitado o nome de Dilma no relatório. Apenas se pedirá ao Ministério Público que promova a responsabilização civil e por ato de improbidade administrativa de todos os integrantes do alto escalão da Petrobras que tenham participado da aprovação da compra da Refinaria de Pasadena. Na época, Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da Petrobras.

“A Lei das Sociedades Anônimas, aponta, expressamente, a responsabilidade dos conselheiros que aprovaram a medida que causou danos à empresa (art. 153). Da mesma forma, a Lei de Improbidade Administrativa responsabiliza o agente público cuja ação ou omissão ilegal tenha contribuído para causar dano ao patrimônio público”, disse Carlos Sampaio em um trecho do relatório.

O relatório da oposição só será posto em votação se o relatório do deputado Marco Maia não for aprovado.

FONTE: Blog |Matheus Leitão
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