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Ministérios entregues a aliados têm orçamento de R$ 393 bilhões
Ministérios entregues a aliados têm orçamento de R$ 393 bilhões
04/01/2015 13h20
Ao traçar o ministério para o segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff deixou o critério técnico em segundo plano e montou uma Esplanada à feição da base aliada. Das 39 pastas, apenas 12 entraram na cota pessoal da chefe do Executivo. As outras 27 foram distribuídas, com orçamentos totais de R$ 393,36 bilhões, entre os 355 parlamentares que apoiarão a presidente. Na ponta do lápis, significa que a essa base de apoio custará R$ 1,10 bilhão por congressista ao longo do ano, fora o valor gasto com as emendas ao Orçamento.

Proporcionalmente, os apoios mais caros são os do Pros, com seus 11 deputados. Isso porque a legenda assumiu o Ministério da Educação com Cid Gomes, ex-governador do Ceará. O orçamento total do MEC é de R$ 101 bilhões, o que significa R$ 9,2 bilhões pelos votos de cada um dos parlamentares do Pros. A legenda, contudo, não sabe se comemora ou se fica desconfiada. Cid, que foi um dos idealizadores do novo partido há pouco mais de um ano, tenta hoje se desvencilhar da legenda. “Eu fui escolhido na cota pessoal da presidente, não por conta do Pros”, disse o ex-governador do Ceará.

Por ter o maior número de pastas — 13 — o PT, naturalmente, administra o maior orçamento da Esplanada dos Ministérios, com R$ 297,4 bilhões de recursos. Isso significa que cada petista no Congresso custará R$ 3,62 bilhões. Mesmo assim, correligionários da presidente Dilma, sobretudo aqueles incluídos na principal tendência do partido, a Construindo um Novo Brasil (CNB), se sentem alijados do núcleo do poder palaciano.

Um cacique petista rebate o choro da CNB. “Qual é uma das principais lideranças deles? O prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, padrinho do ministro da Saúde, Arthur Chioro. Pergunte a ele se está irritado com a falta de dinheiro para administrar?”, questionou o petista, lembrando que o orçamento da pasta para 2015 é de R$ 109 bilhões. “A presidente Dilma montou um ministério para atender os aliados. E lembrar a todos, em cada votação, que são da base de apoio ao governo”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

A substituição do PCdoB do Ministério do Esporte pegou muitas pessoas de surpresa, inclusive no governo. Aldo Rebelo deixou a pasta e foi transferido para o Ministério da Ciência e Tecnologia. Mesmo com as Olimpíadas do Rio 2016 às vésperas de serem realizadas, a troca não foi ruim para os comunistas. Além de ter novos cargos para serem preenchidos, a vantagem orçamentária é gritante. O novo ministério tem um orçamento prevista para 2015 de R$ 9,73 bilhões. Como o PCdoB tem 10 deputados e um senador, são 884 milhões por voto no Congresso.

FONTE: CorreioBraziliense
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