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Esporte
Futebol feminino agoniza no Brasil, apesar do sucesso mundial da jogadora Marta
Futebol feminino agoniza no Brasil, apesar do sucesso mundial da jogadora Marta
11/01/2015 09h49
O futebol feminino ainda engatinha no Brasil, apesar do sucesso mundial de sua maior estrela. Ao mesmo tempo em que o país festeja Marta, considerada uma das melhores do mundo, o esporte não evoluiu nos gramados tupiniquins, mesmo com a tentativa da Confederação Brasileira de Futebol em organizar a modalidade, promovendo duas competições: a Copa do Brasil (com 32 times, vai de 4 de fevereiro a 8 de abril) e o Campeonato Brasileiro, de 9 de setembro a 8 de novembro. Minas Gerais é um retrato do que ocorre no restante do país, convivendo, praticamente, com o abandono, por causa da falta de parceiros para bancar as equipes.

O Campeonato Mineiro, por exemplo, tem apenas seis equipes, nenhuma delas profissional. Os grandes clubes do masculino, Atlético, América e Cruzeiro, não participam. O primeiro competia na modalidade até 2012, quando o time foi dissolvido. Segundo informações da assessoria de imprensa do clube, o grande problema foi a falta de recursos para bancar a equipe. Essa é também a posição do Cruzeiro. O presidente Gilvan de Pinho Tavares afirma que nem sequer chegou a pensar na possibilidade de manter um time.

O atual campeão mineiro é o Santa Cruz, da Zona Leste de BH, time que joga na várzea. Ano passado, conquistou também a Taça BH e a Copa Centenário. São 36 atletas, entre 11 e 35 anos, todas jogando na categoria adulto. Bárbara Fonseca é a responsável pela equipe, uma espécie de faz-tudo – cuida das viagens, dos treinos, da alimentação e do transporte. Escrivã de polícia lotada na Delegacia de Furtos de Veículos, na Barroca, Bárbara conta que o time não recebe qualquer ajuda: “Os custos de treinos, viagens, materiais etc. são custeados pelos integrantes da comissão técnica, que está junta desde janeiro de 2014. A gente faz tentativas desesperadas, solicitando patrocínio ou uma ajuda do empresariado mineiro, mas ainda não tivemos êxito”.

Nenhuma jogadora tem salário ou recebe ajuda de custo, como vale-transporte. “Fazemos tudo por amor”, diz Bárbara. A única ajuda é para a Copa do Brasil, com a CBF disponibilizando R$ 5 mil para cada equipe nas partidas fora de casa. “Nas partidas aqui, nós é que temos de bancar. Nossa estreia na Copa do Brasil será contra o Duque de Caxias, no Campo do Vasco, no Rio. Para as partidas como mandante, indicamos a Arena do Jacaré, mas lá tem de pagar aluguel e não temos como fazê-lo. Estamos tentando a cessão do estádio, caso contrário, teremos problema, pois a CBF exige um campo com um mínimo de 10 mil lugares. Não temos outro lugar.”

FONTE: CorreioBraziliense
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