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Por: Joe
Na favela Dilma Rousseff, falta água, luz, saneamento – mas tem Bolsa Família
Na favela Dilma Rousseff, falta água, luz, saneamento – mas tem Bolsa Família
22/09/2014 18h25
O site da revista Veja visitou a vila que leva o nome da presidente-candidata na periferia de Teresina e verificou as condições de vida da população. As condições são ainda mais penosas para os moradores da Vila Dilma Rousseff, uma favela formada por casebres de taipas na Zona Norte da cidade. Apesar de levar o nome da presidente-candidata, líder de intenção de voto no Estado, a invasão, distante 18 quilômetros do centro, parece ainda mais longe do poder público: falta água encanada, energia elétrica e saneamento básico mínimo – banheiro em casa é um privilégio.

Criada há mais de três anos, a “vila” abriga atualmente cerca de 1.000 famílias, segundo moradores ouvidos pela reportagem. As palavras mais pronunciadas entre eles são "água", "energia" e "gambiarra", um resumo das carências mais urgentes. No último levantamento, em meados de 2013, havia 658 famílias e mais de 800 barracos de pé – os que continuam vazios ou fechados pertencem a quem os vizinhos chamam de aproveitadores.

Os moradores construíram os casebres de cômodo único por conta própria, erguidos com talo de babaçu preenchido com barro. A madeira fina, típica da região, compõe a cerca. As folhas secas das palmeiras cobrem os telhados – embora a maior parte dos moradores esteja comprando telhas para evitar ataques incendiários na madrugada. A palha tem outra serventia: funciona como tampão nos cercadinhos nos quintais, onde se toma banho de balde.

Na entrada da invasão, destaca-se um pé de faveiro, árvore do cerrado com copa mais larga. Nela, está pregada a placa que dá ares de legalidade: "Assentamento Dilma Rousseff". Não há nenhuma outra formalidade que indique a presença do poder público na favela, aberta na periferia do bairro Santa Maria da Codipi. A água e a luz são puxadas ilegalmente das redes de um condomínio vizinho, construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida. Para se refrescar, os moradores armazenam água em baldes e anilhas de concreto que funcionam como caixa d’água improvisada. Ou vão tomar banho de rio. No vídeo a seguir, conheça a rotina de quem vive no local.

A invasão estabeleceu-se ao lado do maior conjunto habitacional do Estado, o Residencial Jacinta Andrade, com 4.300 casas de alvenaria. Uma nova leva de casas do Residencial Mirante de Santa Maria da Codipi, de 648 unidades e orçamento de 20 milhões de reais, também permanece fechada, sem nenhum morador, à 700 metros de distância. Apesar da condição menos degradante, lá também passou a faltar água neste ano, o que levou os mutuários a abandonarem o lugar.

O Ministério Público do Piauí investiga a distribuição de casas a moradores que não se encaixavam nas regras do programa e a revenda proibida. Moradores também denunciaram à Polícia Federal que casas eram usadas como “veraneio”, para festas e churrascos.

O Ministério Público Federal abriu uma ação civil pública para apurar desperdício de dinheiro público na obra do Jacinta Andrade, que atravessou os períodos de governo dos últimos três chefes do Executivo locais, ex-aliados que agora protagonizam a disputa. Ao custo de 147 milhões de reais, a construção lançada no governo Wellington Dias (PT), candidato a retornar ao posto, atravessou o mandato do seu sucessor e agora desafeto, Wilson Martins (PSB), e permanece incompleta no mandato-tampão de Zé Filho (PMDB), ex-vice de Martins, que assumiu o governo em abril e concorre à reeleição.

CONFIRA AQUI A MATÉRIA COMPLETA

FONTE: Com informaçoes da Veja
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