São João do Piauí, 06 de dezembro de 2021
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Joe é formado em Inglês pela UESPI e Bacharel em Adm Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas. Fale comigo: (86) 99525-8210
Os gastos do governo com a proteção social durante a pandemia
17/10/2021 08h43

O panorama econômico de muitos países (para não dizer de todos), com o advento do coronavírus se alterou significativamente. O desemprego aumentou na velocidade da luz, movido pelas nações quarentenárias, que adotaram essa medida como forma de combater o avanço catastrófico da pandemia sobre o seu povo, bem como a desativação de importantes setores da economia, em escala mundial.

Em nações ricas (ou mais ricas), o impacto também foi sentido, embora tenha sido compensado, por um lado, pela adoção de medidas de distribuição de rendas, dentro da perspectiva da proteção social. Os Estados unidos, país com baixo desemprego, principalmente na era Trump, se viu obrigado a aprovar um amplo apoio financeiro a famílias e a quem, de alguma forma, perdia seu emprego.

No Brasil, o fenômeno do corona vaucher também se fez presente. Por aqui, o Ministério da Economia, em esforço conjunto com o Congresso Nacional (não nos esqueçamos) conseguiu a aprovação de um “socorro” financeiro de R$ 600 a R$1.200 reais a famílias pobres ou que se encontravam na linha de extrema pobreza, bem como àquelas que acabavam de perder seu emprego.

Até mesmo empresas foram socorridas por programa do governo federal: as micro e pequenas empresas e os empreendedores individuais de todo o país, afetadas pela crise provocada pela pandemia, puderam contrair empréstimos via Banco do Brasil (BB), através do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).  O governo aprovou uma linha de créditos no valor de R$ 3,7 bilhões.

Não à toa, a política fiscal e de proteção social implementada por 222 países durante a pandemia, em 2020, totalizou gastos de U$ 2,9 trilhões, o que representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. O diagnóstico consta no estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em 5 de out, pela Revista Tempo do Mundo.

Os números revelam aspectos importantes que colocam o Peru e o Brasil na liderança do ranking, em termos percentuais, entre as economias emergentes, com gastos de 15% e 14% do PIB doméstico, respectivamente, em programas de proteção social.

Ao aprovar o Auxilio Emergencial (corona voucher), naquele momento, em que o mundo não sabia os rumos que tomaria a crise provocada pelo vírus, surgido em Wuhan, o governo conseguiu atender à camada menos favorecida da população. Os gastos do governo com a proteção social durante os meses mais duros da pandemia, foram de suma importância, isso porque, de um lado, o setor de produção era obrigado a fechar (baixar os portões, literalmente); do outro, não havia quem pudesse consumir o que pudesse ser produzido. Além disso, o desemprego crescia exponencialmente, sem perspectiva de estagnar.

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