São João do Piauí, 07 de dezembro de 2021
(86) 995258210
Joe
Joe
Joe é formado em Inglês pela UESPI e Bacharel em Adm Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas. Fale comigo: (86) 99525-8210
O Brasil paga pelas falas de Bolsonaro
21/11/2021 07h52

A vitória de Bolsonaro, em 2018, significou o rompimento bipartidário que vigia no país, desde 1994. Durante 24 anos, PSDB e PT foram os partidos hegemônicos nas disputas presidências no país. O PT, partido do ex-presidente que acabava de ser preso, às vésperas das eleições de 2018, colhia os frutos de suas ações nada republicanas.

O Partido dos Trabalhadores, que nasceu sob a promessa de romper com a engrenagem podre do sistema, se juntou ao que mais de reprovável havia na política nacional, em nome de uma coalização clientelista, na base do toma lá dá cá. A ética e a moral foram, em parte, jogadas pela janela, para repousar na lata do lixo. Isso foi decisivo, em certo grau afirmação, para parte do eleitorado ter que, além de fazer uma autocritica sobre as ações do partido, condenar o que de pior ele produzira, em meio a dezenas de escândalos de corrupção.

Bolsonaro passou 28 anos no parlamento federal, dormitando, sem que nenhum de seus projetos de leis fosse aprovado. Mas, a partir de 2016, começou a fazer aparições pelo país, sendo ovacionado como “mito”. Nascia ali o que se acreditou ser a verdade face antipetista, capaz de devolver ao país a credibilidade das instituições públicas e a imagem, esfacelada pelo petismo no auge de seus dois governos, Lula e Dilma. A aposta, infelizmente, fracassou.

A julgar pelas suas falas, Bolsonaro tem governado o país e permitido que nossa imagem lá fora seja vista com desdém. Ao dizer isso, é possível afirmar que Lula e Dilma tenham feito diferente. As falas do presidente parecem mais uma metralhadora verbal que ataca, sem medir o calibre, as suas instituições e as leva à interpretação ambígua do que realmente possam ser, e oscila entre o seu comportamento autocrático e impulsivo sobre o que o governo deveria fazer, se tivesse um certo grau de compostura.  

O governo é um só: é o brasileiro, não o que Bolsonaro sonha que seja ou que possa vir a ser. No início da semana, ele, durante visita aos Emirados Árabes Unidos, declarou que o Enem "começa agora a ter a cara do governo". Fala que justificou as demissões em massa de servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

O caso, em que pese não ser tão grave por que precisa de uma linha profunda de investigação, acabou despertando o apetite de desgaste do governo pela oposição, que quer ver Bolsonaro fora do governo, antes mesmo de 2022. E o TCU, que entra no caso para apurar possíveis irregularidades no Enem, acende os holofotes do mundo sobre as falas do presidente, que faz o Brasil pagar pelos ditos sem pensar (ou pensados até demais).

Portal Mandacaru no Facebook:
Notícias recomendadas
Últimas da coluna
Portal Mandacaru | O nº 1 em notícias de São João do Piauí e região

Cel: (86) 99525-8210 - Redação: [email protected]

© Copyright 2021 - Portal Mandacaru - Todos os direitos reservados

Site desenvolvido pela Lenium