São João do Piauí, 27 de maio de 2022
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Joe é licenciado em Inglês pela UESPI, Bacharel em Adm. Pública pela UFPI e pós-graduado em Gestão Escolar pela Faesp. Escreve sobre Política e gestões públicas.
O Estado brasileiro insiste em bancar regalias de ex-presidentes
12/12/2021 10h55

O Estado brasileiro precisa de um novo rumo. Precisa acabar com privilégios, não somente falar deles. É preciso extingui-los, não somente fazer menção a eles, condenando-os e abominando-os. Não se pode admitir que ex-presidentes gozem de privilégios ad aeternum, como se em pleno mandato ainda estivesse, como chefes de Estado ainda fossem.

Não se pode conceber viagens absurdamente caras, pagas com dinheiro do contribuinte, que às vezes nem pode pagar, mas não quer ver o seu nome nos serviços de proteção ao credito, o SPC. Creio estar mais do que na hora de congressistas ou setores da sociedade civil se levantarem suprapartidariamente contra isso.

O dinheiro público precisa ser levado mais a sério por quem o gerencia. Não pode se admitir que, de um lado uns gastem desenfreadamente e, o do outro, pessoas passem necessidade, sem ter como satisfazer necessidades básicas do cotidiano: comer três vezes por dia. Ou, para ter que suprir suas necessidades ter que optar entre comer ou comprar medicamentos para sobreviver.

Um exemplo é fácil de ser mencionado, recentemente noticiado foram os valores de viagens do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. O ex-presidente fez gastos milionários em viagens por países da Europa, em novembro deste ano, cujos valores somaram aos cofres públicos R$ 312 mil, em passagens e diárias para os assessores e seguranças do petista. Esta é uma amostra do que é o Estado brasileiro: afiançador de regalias de ex-presidentes, mas que não consegue ver o gigantesco abismo de desigualdades.

A quantia foi informada pela Secretaria Especial de Administração da Presidência da República à Rádio Itatiaia, via Lei de Acesso à Informação. Entre 11 e 18 de novembro, Lula viajou por países como Alemanha, Bélgica, França e Espanha, para uma agenda com lideranças da esquerda política. Ao todo, foram gastos R$ 200 mil em diárias, R$ 104 mil em passagens e taxas iniciais e R$ 7,4 mil em seguro de viagem internacional – os gastos com hospedagem e combustível não constam na relação.

O Brasil não passa de uma mãe mantenedora para quem o defende dizendo que é pai da pobreza. Insiste em bancar regalias de ex-presidentes. Fato. Entre o discurso populista e a prática do dia a dia há uma distância abissal tal qual a desigualdade que Lula e o PT se dizem defensores.

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