São João do Piauí, 20 de julho de 2024
Joe Santos

Joe Santos

Eleição da Mesa Diretora da Câmara: dinheiro, prestígio e poder
04/12/2022 05h02

A movimentação em torno da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São João do Piauí tem chamado a atenção, em especial, nesta legislatura, na medida em que os dois candidatos que se lançaram na disputa, Dante e Zé Guinguirro, já protagonizaram momentos de xingamentos e troca de acusações em plataforma virtuais.

A cobiça pela presidência da Câmara de São João do Piauí vai muito além de poder e de prestígio, passa também pelo gordo salário (subsídio) pago ao vereador-presidente que, juntamente com os demais, em tese, deveriam fiscalizar, elaborar, analisar, votar e aprovar projetos de leis de interesse local, sem qualquer objeção, em especial neste último caso.

E não é difícil entender o motivo de tamanho apetite por poder e dinheiro: o presidente do parlamento local hoje tem subsídio de R$ 10 mil mensal, 60% a mais do que os demais (R$7,5 mil), além dos subsídios, nada modestos, se comparados com a realidade salarial do servidor público municipal ou até mesmo da dos empregados da iniciativa privada do município, já em janeiro de 2023, os integrantes da Mesa passarão a ganhar 25% de gratificação. Uma gratificação que o atual presidente Moacyr criou no âmbito da Casa Legislativa, na contramão das dificuldades do cidadão contribuinte sanjoanense.

O poder e prestígio se revelam quando se sabe que é o presidente quem detém o poder de firmar contratos. E para não ficar apenas no abstrato: somente no mandato do presidente atual, Moacyr Carlos, foram celebrados contratos milionários com pessoas físicas e jurídicas. O presidente é o responsável por pautar os projetos de leis, tanto oriundos do Executivo como os de iniciativa dos membros do parlamento. É o presidente que tem a chave do “cofre” das diárias, dizendo se as concede ou não a vereadores.

A disputa que envolve Dante Quintans e Zé Guinguirro pelo cargo mais alto do parlamento local tem raízes na briga por espaço de poder lá em 2020, quando Moacyr, recém-eleito, cria rusga com Ednei Amorim, ocasionado pela disputa pela presidência da Câmara. Nunca é demais relembrar: o prefeito foi eleito com o apoiado do emedebista Dante e do petista Moacyr Rocha.

A disputa pela presidência se funda em dinheiro, prestígio político e poder, além da pretensão de pavimentar o caminho para 2024, que já se avizinha. O resto é apenas narrativa para enganar a população.

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