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Política
PSDB ensaia discurso de oposição a Bolsonaro no Congresso
PSDB ensaia discurso de oposição a Bolsonaro no Congresso
08/08/2019 07h37

Após a aprovação da reforma da Previdência, tucanos afirmam que o caminho natural do PSDB, no Congresso Nacional, é começar a adotar um discurso de oposição. O partido continuará a apoiar reformas econômicas, uma de suas bandeiras, mas pretende ser incisivo em relação a outras pautas, como a de costumes do governo Jair Bolsonaro.

Um dos motivos para a nova é postura é a antecipação do calendário eleitoral. Ao criticar o governador de São Paulo, João Doria, como possível adversário, Bolsonaro gerou uma reação. Mirando 2022, os tucanos querem aproveitar o momento para marcar posição.

Por enquanto, a disposição deve se restringir ao Congresso. Governadores do PSDB devem se manter “independentes” por temerem retaliação caso entrem em confronto com o Palácio do Planalto.

“REARRUMAÇÃO”

Relator da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP) afirma que o fim da tramitação da proposta propiciará uma “rearrumação” e que é preciso reagir aos “absurdos”, na sua opinião, vocalizados pelo presidente da República.

— Finalizada a Previdência, este é o caminho natural — diz Samuel Moreira.

A ideia do partido é que os parlamentares comecem a criticar o PT e Bolsonaro com a mesma ênfase, embora a maior parte dos tucanos seja alinhada ao ministro da Economia, Paulo Guedes. No Twitter oficial do PSDB, uma mensagem publicada na última sexta-feira já sinalizava este caminho: “É possível ser contra os abusos e absurdos do petismo e bolsonarismo ao mesmo tempo”.

Outros sinais dos novos rumos do PSDB foram dados pelo presidente da sigla, Bruno Araújo. Em sua página no Twitter, Bruno criticou a declaração de Bolsonaro sobre o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. “Uma declaração desrespeitosa, abusiva e lamentável. Um líder pode até fazer história, mas não tem o poder de reescrevê-la”.

Dias depois, em nota divulgada na página oficial do Facebook do PSDB, Araújo fez novas críticas ao governo. No texto, a sigla destacou o Plano Real, defendeu o liberalismo econômico, a Lei de Responsabilidade Fiscal, reformas administrativas, privatizações e contrapôs: “Enquanto o PSDB era chamado de neoliberal, o presidente Bolsonaro votava com o PT contra o Plano Real, contra a reforma da Previdência, por mais privilégios aos setores corporativos, e defendia a ditadura”.

Apesar dessas manifestações, uma ala do partido ainda resiste a entrar em linha de colisão com o governo Bolsonaro. O deputado federal Wanderley Macris (SP) argumenta que o PSDB precisa se manter “independente” em relação ao governo, apoiando as bandeiras econômicas.

— O fato de Doria ter tido uma postura de divergência com o governo só confirma que estamos independentes. E a gente está muita confortável nessa posição. O presidente Bolsonaro é polêmico em algumas questões, temos divergências em questões que ele coloca, mas isso é da natureza da relação política independente — afirmou Macris.

FONTE: OGlobo (Assinantes)
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