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Operação da Polícia Civil cumpre 12 mandados contra as empresas Crescer e Machado de Assis
Operação da Polícia Civil cumpre 12 mandados contra as empresas Crescer e Machado de Assis
07/11/2019 20h01

O Ministério Público do Estado do Piauí participou hoje (07) da Operação Dom Casmurro, coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR), que cumpriu 12 mandados de busca e apreensão contra duas empresas – o Instituto Machado de Assis e a Crescer Consultorias – e seus administradores. De acordo com as investigações preliminares, as organizações estão envolvidas em esquemas de fraude de licitações que tinham como objeto a realização de concursos públicos no município de Cocal.

De acordo com o delegado Ferdinando Martins, coordenador dos trabalhos, as atividades de investigação foram iniciadas no mês de julho, depois da abertura de procedimento a pedido da Promotoria de Justiça de Cocal, para analisar a contratação de empresas que realizavam concursos, pois teria sido observada uma vinculação entre elas, além da publicação de editais que as favoreciam.

“Ressalto o importante trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o GAECO do Ministério Público, desde o início dando apoio e suporte junto com o Poder Judiciário, para que, de forma diligente, essa investigação fosse realizada”, pontuou o delegado da Polícia Civil.

O trabalho de apuração mostrou que as empresas agiam em municípios do Piauí (Altos, Campo Maior, Luís Correia, Cocal, Joaquim Pires) e também no Maranhão (Açailandia, São Domingo do Azeitão, Tumtum, Rapoza, Santa Inês).

A coordenadora do GAECO/MPPI, promotora de Justiça Débora Geane, que acompanhou toda a operação, fala da importância da parceria com a Polícia Civil. “O trabalho em conjunto faz com que obtenhamos mais resultados. Traz, também, um impacto social muito grande, pois concurso público é uma forma isonômica em que prevalece a meritocracia. Essa fraude escancarou uma injustiça que vinha acontecendo em vários concursos públicos de municípios piauienses. Esses editais eram direcionados para determinar cargos e privilegiar pessoas. As empresas simulavam uma concorrência que na verdade não existia”, declarou ela.

Foi pedido o afastamento do Secretário de Administração de Cocal e da equipe que forma a comissão de licitação. A partir de agora, todo o material apreendido será analisado e ajudará no direcionamento da investigação.

Titular da Promotoria de Justiça de Cocal, Túlio Ciarlini relata que a investigação poderá ter novos desdobramentos. “Nosso trabalho não vai parar por aqui. Ainda há muito o que fazer para resolver essa situação, mas estamos trabalhando juntos: Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Civil”, pontuou o promotor de Justiça.

FONTE: Ascom
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