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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Adm Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas.Cel: (89) 99403-3070
Lula livre: incendiário ou paz e amor?
08/11/2019 19h42

Que Lula deixou hoje a cadeia? Um Lula que botará fogo no país, sendo apenas um Bolsonaro da esquerda, que só joga gasolina num Brasil exausto por seis anos de agitação política, ou um Lula no estilo do que foi eleito em 2002 e que foi capaz de colocar o empresário e o pobre no mesmo palanque? Entre uma opção e outra pode estar não só o futuro do PT , mas também do governo Bolsonaro e, de certa maneira, de todo o país.

O primeiro Lula é o Lula dos sonhos de Bolsonaro. Se, quando Bolsonaro gritar irado em uma live, Lula responder com mais gritos, e tudo que se ouvir for uma sucessão de grunhidos, a polarização só vai aumentar, aumentar, aumentar, até a hora em que o caldeirão entornar de vez. O país não aguenta mais isso. Pois esse é o cenário que mais interessa a Bolsonaro. E talvez interesse a setores mais extremados do PT também.

Não interessa ao Brasil. O país precisa de líderes que aceitem dialogar para além dos 140 caracteres de golden shower. Lula está inelegível, mas isso não significa que ele não seja uma dessas lideranças — 2018 e os 47 milhões de votos de Fernando Haddad são uma prova disso.

Se quiser, Lula será recebido já na semana que vem por praticamente qualquer grande empresário brasileiro. A Faria Lima foi felicíssima em seus anos de governo. No Nordeste, as pesquisas comprovam, ainda é um mito. Na maioria das periferias das outras regiões, também não é muito diferente. Mas nenhum desses quer um Lula exaltado, com sangue nos olhos e babando por vingança. Esse lugar na política brasileira já está preenchido pelo atual ocupante do Palácio do Planalto.

Para voltar ao poder, o PT deverá se moderar. Dirigentes do partido sabem que, numa eventual disputa entre Bolsonaro e um petista em 2022, é incerto quem venceria.

Falar num Lula candidato em 2022 não é absurdo.

Se Celso de Mello votar a favor de Lula e a Segunda Turma do STF declarar que Sergio Moro foi parcial ao julgar o ex-presidente, ele, além de livre, estará inocentado. A condenação de ficha suja cairá.

E será esse personagem, central na política brasileira há mais de três décadas, que certamente tentará voltar à Presidência. Incendiário ou conciliador?

FONTE: Época/Por guilherme Amado
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