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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Adm Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas.Cel: (89) 99403-3070
Não foi por falta de aviso: os servidores sabiam como Wellington Dias agia
09/12/2019 20h45

Entender o comportamento de Wellington Dias, no pós-Dilma, não foi uma tarefa difícil. Além de ficar sem portas em Brasília, o viu o seu líder-mor, Lula, ser preso. Via de consequência, o PT certamente discordaria das propostas de governo do governo Bolsonaro. Foi assim na reforma Trabalhista, quando o PT decidiu votar contra, e recentemente, na da Previdência, quando outra vez o partido fez o mesmo, votando maciçamente contra.

Mas o que é a PEC “paralela”? A PEC (Proposta de Emenda à  Constituição) 133/2019,  foi o esforço dos governos em incluir estados, municípios e DF na nova Previdência. Entre as inovações da nova proposta, está a possibilidade de estes entes federativos adotarem as mesmas regras de aposentadoria aprovadas para os servidores públicos federais.

É aí onde entra o governo do Piauí, que enviou para a Assembleia Legislativa (Alepi), em regime de urgência, a Proposta de Emenda à Constituição 03/2019, para que fosse votada, sem sequer discutir com as categorias de servidores públicos do estado.

O mais curioso nisso tudo é que vozes do PT, em São Paulo, como a de Fernando Haddad, foi enfática ao dizer:

“Ele [Doria] não quer saber o que pode fazer pelo estado. Ele só quer mostrar para a classe dominante que ele é 'melhor' que o Bolsonaro", afirmou Fernando Haddad durante participação em reunião organizada pelo deputado Emídio de Souza(PT).O ex-candidato também falou sobre a forma açodada que o governador tem tocado o processo. "O Doria está atropelando as coisas. Tudo que ele faz é no atropelo", afirmou.

A Justiça paulista acabou impedindo a votação da mesma reforma da Previdência, via PEC "paralela". "A decisão do desembargador impediu mais um arbítrio”, disse Haddad. À semelha do que ocorreu em São Paulo, a Justiça piauiense acabou impedindo a votação da mesma reforma da Previdência porposta por Wellington. Lá “a decisão do desembargador impediu mais um arbítrio”. E aqui, o que dizem os companheiros do governo de Wellington Dias?

Para Haddad, a "decisão do desembargador impediu mais um arbítrio", se referindo à reforma. "Isso não pode. Ainda estamos numa democracia, que está ameaçada todo dia, tanto pelo governo estadual quanto pelo governo federal", disse.

O discurso interesseiro do PT, com muito oportunismo, mira apenas os governos nos estados em que este partido não conseguiu eleger e se manter vivo, em 2018.

Os servidores sabiam como Wellington Dias agia: para Brasília, havia um discurso preparado e bem articulado, que condenava as práticas do governo central; para o Piauí, outro que acabava assimilando o que lá era condenado, em sintonia com a bancada do partido.Mas não foi por falta de aviso: os servidores sabiam perfeitamente como o PT pós-Dilma vinha agindo; só acreditou quem quis.

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