São João do Piauí, 30 de novembro de 2020
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Joe é formado em Letras Inglês pela UESPI e Bacharel em Adm Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas.Cel: (86) 99525-8210
Os efeitos da reforma de Wellington Dias em plena crise do coronavírus
31/03/2020 10h49

Quando o governo Bolsonaro enviou a mensagem de reforma da Previdência ao parlamento federal, os governos estaduais, na sua grande maioria fizeram criticas das mais ácidas possíveis.

A bancada de oposição ao governo de Jair Bolsonaro, encabeçada pelo PT piauiense, se militou a condenar os pontos da reforma, em vez de discutir, aprimorar, ou construir consenso para que pontos fossem modificados. Aliados e integrantes do governo de Wellington Dias dedicaram-se exaustivamente a critica e condenar. Nada mais do que isso.

No momento que parte do PT piauiense criticava a PEC da reforma, por outro lado havia uma pressão de 24 governadores e do Distrito Federal, que se transformou em apelo para que o congresso incluíssem todos os servidores públicos na reforma da Previdência, não apenas os da União.

O barulho do PT de Wellington teve um fim ensurdecedor jamais visto, quando, da noite pra o dia, o governador, sem dialogar com as categorias de servidores públicos do Estado, enviou à Alepi a PEC 103 [PEC da reforma da Previdência] em regime de urgência para ser votada a toque de caixa. 

Petistas como Regina Sousa, Rejane Dias, Assis Carvalho e tantos outros, se calaram como se nada tivesse acontecido (ou acontecendo), preferindo assistir, calados, no silêncio, os passos da aprovação, pelo rolo compressor do governo no parlamento estadual. O que eles condenaram, tiveram que aceitar e aplaudir.

O movimento do governo petista em torno da reforma da Previdência parecia não ter sido assimilada por quem lhe presta apoio e admiração. Mas neste mês, parcela de servidores, aposentados e pensionistas, que sempre colocaram Wellington Dias no mais alto degrau de admiração saíram dos caixa eletrônicos desiludidos.

Os efeitos da aprovação da reforma do governo do PT aqui no Piauí começaram a impactar no orçamento dos servidores, no pior momento de suas vidas: em plena crise mundial, ocasionada pelo surto de epidemia do coronavírus.

O governador Wellignton Dias (PT) tem feito tímidas aparições em plena crise imposta pelo coronavírus; até porque a Saúde nunca foi a prioridade em seu governo. Ele se limita a aparições casuísticas na tentativa de responsabilizar o governo de Bolsonaro, ora pelo discurso feito pelo presidente, ora cobrando do presidente investimentos. Mas a sua parte, não se tem sabido, ao certo, o que tem sido feito.

De uma coisa o servidor público tem certeza: enquanto o Planalto consegue, juntamente com a Câmara dos Deputados e com o Senado Federal aprovar um auxílio a trabalhadores informais no valor de R$ 600,00, o governo do Piauí rema na direção inversa, promovendo descontos nos contracheques dos servidores(algo que ele poderia evitar), em plena crise, sem pena e sem dó.

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