São João do Piauí, 30 de outubro de 2020
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Saúde
Weslley Moreira
Por: Weslley Moreira
Governo diz que vai comprar 1ª vacina aprovada contra a covid-19
Governo diz que vai comprar 1ª vacina aprovada contra a covid-19
05/08/2020 20h49

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correa de Medeiros, disse nesta quarta-feira (5) que o governo federal pretende comprar "a primeira vacina que chegar ao mercado" contra a covid-19, independentemente do país que a produzir.

Em audiência na Câmara dos Deputados, Medeiros afirmou que fará, nos próximos dias, uma visita ao Instituto Butantan, que participa do desenvolvimento da vacina Coronavac com a empresa chinesa Sinovac Biotech. Também disse que o ministério já realizou reuniões sobre vacina em teste na Rússia, mas não deu detalhes da conversa.

A aposta do governo federal, por enquanto, é no modelo desenvolvido pela farmacêutica britânica AstraZeneca e a universidade de Oxford. O governo espera receber 100 milhões de doses desta vacina, cuja tecnologia de produção deve ser repassada ao Instituto Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz.

Em transmissão nas redes sociais no último dia 30, o presidente Jair Bolsonaro disse que seu governo está "no consórcio de Oxford" e não "daquele outro País". Mesmo sem citar a China, o presidente fez um aceno à parte de sua militância, que faz críticas ao principal parceiro comercial do Brasil por ser um regime comunista.

Prioridade

Segundo Medeiros, profissionais de saúde e pessoas de grupos de risco, como idosos e quem apresenta outras doenças, devem ser priorizados na vacinação contra a covid-19.

Ele afirma que o SUS deve usar os mesmos critérios adotados para imunização contra a H1N1. "A gente vem avaliando que seria o grupo de faixa etária mais avançada, e neste grupo, aqueles que apresentam comorbidades", disse. Em seguida, ele citou cardiopatias e obesidade como fatores de risco. "Para além destes, temos os profissionais de saúde", completou.

Medeiros afirmou que não deve haver restrição de vacinação para quem já teve a doença. A ideia é que uma primeira parcela com 15 milhões de vacinas seja entregue ao Brasil em dezembro, dentro da parceria com a empresa britânica. A segunda, de igual volume, em janeiro.

Por causa desta entrega, Medeiros afirmou esperar que ao menos 15 milhões de brasileiros sejam imunizados até o fim do ano.

Na reunião da Câmara, o diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, no entanto, disse que cada parcela deve levar cerca de 1 mês para passar por processos como de controle de qualidade e ser entregue aos postos de vacinação. Assim, a primeira entrega à população seria em janeiro. E a segunda, em fevereiro, disse.

Além destas 30 milhões de doses, o País deve receber outras 70 milhões, ainda sem cronograma de entrega. A ideia, segundo o governo, é de que seja feita ainda no primeiro trimestre.

O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, afirmou que o País deve incorporar todo o processo de fabricação da vacina em menos de 1 ano. Antes, a Bio-Manguinhos deve realizar apenas etapas de processamento final das 100 milhões de doses recebidas.

FONTE: R7
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