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Por: Joe
Toffoli teria recebido R$ 3 milhões para alterar voto no TSE, afirma Cabral
Toffoli teria recebido R$ 3 milhões para alterar voto no TSE, afirma Cabral
14/05/2021 13h03

Em depoimento por seu acordo de delação premiada, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral afirmou que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu R$ 3 milhões para alterar seu próprio voto, e R$ 1 milhão para conceder liminares favoráveis a prefeitos do Estado.

De acordo com a revista Crusoé, a maior quantia foi paga para reverter a cassação do prefeito de Volta Redonda (RJ), Antônio Francisco Neto (DEM-RJ). O político teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Em 7 de abril, a decisão foi mantida pelo STF, com voto favorável de Toffoli.

O revés fez com que Antônio Neto entrasse em contato com Cabral para requisitar a atuação dele em seu favor durante os embargos de declaração, último recurso apresentado no caso. Luiz Fernando Pezão, então governador fluminense, foi acionado. José Luiz Solheiro foi chamado como intermediário e a advogada Roberta Rangel, mulher de Toffoli, recebeu a oferta de R$ 3 milhões pela mudança do voto.

Segundo o depoimento, o pagamento foi operacionalizado através de uma estrutura de recursos ilícitos pelo ex-secretário de Obras Hudson Braga, ligado a Pezão, ainda segundo a Crusoé. O relatório da Polícia Federal (PF) confirma a mudança na votação do ministro em  23 de junho de 2015.

Quanto ao pagamento de R$ 1 milhão, a PF aponta que Daiane Furtado, sócia do escritório de advocacia da mulher de Toffoli entre 2017 e 2013, advogou na defesa da ex-prefeita Branca Motta (PSL-RJ), de Bom Jesus de Itabapoana (RJ). O pagamento teria sido feito através da mesma estrutura ligada a Pezão.

Toffoli, que nega ter recebido qualquer recurso ilícito, ainda é acusado por Cabral de obstruir 12 inquéritos com base na delação dele que foram abertos por outro ministro do STF, Edson Fachin, no ano passado.

PF pediu abertura de inquérito contra Toffoli

Na PF, o inquérito é conhecido como “Caso Criminal 20”. Através dele, o delegado Bernardo Guidali Amaral fundamenta um pedido para encaminhar o pedido de inquérito de Toffoli a Procuradoria-Geral da República (PGR), feito a Fachin.

O magistrado deu andamento ao pedido a PGR, que se recusou a assinar a deleção de Cabral e tenta anular o acordo fechado pelo ex-governador do Rio de Janeiro com a PF — que foi homologado por Fachin em fevereiro.

O ministro do STF nega ter recebido qualquer recurso ilícito.

FONTE: RevistaOeste
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