São João do Piauí, 07 de dezembro de 2021
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Joe é formado em Inglês pela UESPI e Bacharel em Adm Pública pela UFPI. Escreve sobre Política e gestões públicas. Fale comigo: (86) 99525-8210
O silêncio da imprensa em tempos de censura seletiva
02/08/2021 22h54

O silêncio ensurdecedor da mídia nos faz pensar que o Brasil sofreu uma profunda censura nos meios de comunicações. Leva-nos a crer, também, que houve invasão a cabines de rádios, a redações de emissora de TV ou a de blogs e de portais. Mas não é isso que está acontecendo. É a imprensa contra um governo que não cedeu ao desejo da esmagadora parte dessa mídia: previsão de verbas publicitárias ou patrocínios com esses veículos.

Há pelo menos duas semanas, a esquerda marcou manifestações, que de longe podem a ser consideradas como manifestações, mas vandalismo velado. O quebra-quebra, o incêndio a estátua, depredação do patrimônio público e privado, vidros de bancos e concessionária de veículos estilhaçados chamaram a atenção da mídia tradicional que se resumiu a dizer que “os movimentos são pacíficos com um ou dois episódios de pessoas que incomodam uma manifestação democrática e ordeira”. Desculpa esfarrapada.

O cinismo da mídia foi flagrante na mesma semana que esta imprensa tentou empurrar para debaixo do tapete o episódio dos responsáveis pelo incêndio à estátua do Borba Gato, dando voz e imagem aos suspeitos pelo evento nefasto, que se limitam a dizer que o episódio se deu a fim de que “um debate fosse aberto”. Estranha e bizarra essa forma de se travar um debate.

Mas não é só isso: o relator da CPI, Renan Calheiros, resolveu redigir um requerimento pedindo a quebra do sigilo bancário de canais alternativos de rádio e de televisão (Jovem Pan, Terça Livre, Conexão Política, Crítica Nacional, Jornal da Cidade, Renova Mídia Brasil Paralelo e Senso Incomum. A imprensa tradicional calada estava, calada permaneceu. Estranho? Não. Não é estranho. O que ocorre hoje é que o jornalismo sério deu férias coletivas por tempo indeterminado, abrindo, nesse ínterim, uma cabine de redação anexa para os chamados “militantes de redações” alinhados com a esquerda, em nome de um projeto de poder. Com esses militantes, é mais fácil selecionar o que deve ou não ser publicado ou noticiado.

O jornalismo profissional optou por um caminho contra o qual deverá lutar no futuro. Independente de que lado possa estar, a imprensa (da direita ou da esquerda) é uma só. Agir no silêncio, por conveniência, é pura aventura em tempos de censura seletiva.

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